O fim da escala 6×1 antes das eleições voltou a ganhar força em Brasília após uma articulação do governo federal para acelerar a tramitação da proposta no Senado. A movimentação ocorreu depois de reuniões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que resultaram no avanço da PEC responsável por alterar a jornada de trabalho no país.
A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, estava parada no Senado sem definição sobre os próximos passos. Agora, o texto seguirá para análise das comissões da Casa, etapa considerada fundamental antes de uma eventual votação em plenário.
A PEC prevê a substituição da atual escala de seis dias de trabalho para um de descanso por uma jornada máxima de 40 horas semanais, garantindo dois dias de folga por semana sem redução salarial para os trabalhadores.
Nos bastidores, a proposta é tratada como uma das pautas prioritárias do governo. A reaproximação entre Lula e Alcolumbre nas últimas semanas ajudou a destravar a tramitação, embora ainda exista um caminho longo até a aprovação definitiva.
Mesmo com o avanço, a votação antes das eleições de outubro continua incerta. Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição, o texto precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), além de ser aprovado em dois turnos pelo plenário do Senado com o apoio mínimo de três quintos dos parlamentares.
Outro fator que pode dificultar a tramitação é o calendário eleitoral, que tradicionalmente reduz o ritmo das atividades legislativas no Congresso Nacional.
A expectativa do governo é aproveitar as próximas semanas para construir acordos políticos e acelerar o andamento da matéria. No entanto, lideranças do Senado avaliam que o prazo segue apertado para concluir todas as etapas exigidas antes do primeiro turno das eleições.
Com o destravamento da proposta, o debate sobre a redução da jornada de trabalho volta ao centro das discussões nacionais e deve permanecer em destaque nos próximos meses.
Com informações via Metrópoles.

