O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciará, nesta quarta-feira (5/8), o nome escolhido para ocupar a vice em sua chapa ao Palácio do Planalto. Com dificuldades para atrair aliados, a tendência é que seja do próprio partido.
A definição ocorre no último dia permitido para a realização das convenções partidárias.
Segundo aviso enviado pelo PL à imprensa, o nome já foi definido e será apresentado em uma coletiva às 11h, no Teatro Juca Chaves, no complexo Brasil 21, em Brasília. O espaço fica no mesmo prédio da sede nacional do partido.
O anúncio encerra uma das principais indefinições da candidatura. Flávio foi oficializado pelo PL em convenção realizada em 25 de julho, em São Paulo, mas deixou o evento sem vice e sem uma aliança nacional formal com outra legenda.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasVer todas as newsletters
Disputa pela vice
A campanha decidiu estender as negociações até o limite do calendário eleitoral. Durante a pré-campanha, Flávio afirmou que preferia uma mulher para a vaga e buscava uma pessoa preparada que complementasse o perfil da chapa.
Alguns dos nomes que dominaram as primeiras articulações já saíram do radar. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), tratada por Flávio como um “sonho de consumo”, descartou integrar a chapa e informou ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que pretende disputar a presidência do Senado em 2027.
A ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques também foi descartada por Valdemar para a vaga. Ela permanece próxima de Flávio e integra a formulação do programa econômico da campanha, mas o dirigente avaliou que o nome não teria o peso eleitoral buscado para completar a chapa.
Na reta final, as discussões passaram a se concentrar no senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha; na deputada federal Greyce Elias (PL-MG); e na parlamentar cearense Priscila Costa (PL-CE).
Valdemar já classificou Marinho como um “excelente” nome, embora tenha reconhecido a dificuldade de montar uma chapa formada apenas por integrantes do PL.
Greyce ganhou espaço por reunir características consideradas estratégicas pelo partido: é mulher, mineira e ligada ao segmento evangélico. Ela se filiou ao PL em março, em um ato com Flávio e Valdemar.
Priscila, por sua vez, era próxima de Michelle Bolsonaro, tem atuação junto ao eleitorado evangélico e poderia ampliar a presença da chapa entre mulheres e no Nordeste.
A própria Michelle ainda aparece como uma alternativa distante, mas não totalmente descartada. Como o nome da ex-primeira-dama não foi formalizado na ata do PL no Distrito Federal para a disputa ao Senado, ela não ficou vinculada oficialmente à candidatura local. Isso mantém, ao menos em tese, espaço para uma composição nacional, embora o cenário seja considerado pouco provável diante do desgaste recente entre ela e Flávio.
Pelas regras eleitorais, as convenções destinadas à escolha dos candidatos terminam nesta quarta-feira. As atas precisam ser transmitidas à Justiça Eleitoral até o dia seguinte à realização dos encontros. O prazo de 15 de agosto, às 19h, é para que os partidos apresentem os pedidos de registro das candidaturas.
No caso do PL, a convenção nacional deixou a escolha da vice sob responsabilidade da direção partidária, o que permitiu que a definição fosse tomada depois do evento que oficializou Flávio.
7 imagens1 de 7
A senadora foi tratada por Flávio como um “sonho de consumo” para a vice, mas decidiu concentrar os planos na disputa pela presidência do Senado
Igo Estrela/Metrópoles2 de 7
Integrante da formulação econômica da campanha, a ex-presidente da Caixa foi cogitada para a chapa, mas teve o nome descartado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto
Gustavo Moreno/Metrópoles3 de 7
Júlia Zanatta em evento de Flávio Bolsonaro
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto4 de 7
Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador do PL é um dos nomes avaliados para completar a chapa presidencial
Luis Nova/ Especial Metrópoles @LuisGustavoNova5 de 7
Vereadora de Fortaleza, Priscila é próxima de Michelle Bolsonaro e agrada a aliados por ser mulher, nordestina e ligada ao segmento evangélico
Reprodução redes sociais6 de 7
Deputada federal por Minas Gerais, Greyce entrou no radar por reunir ligação com o eleitorado evangélico, o agronegócio e um estado estratégico para a disputa
Bruno Spada/Câmara dos Deputados7 de 7
A ex-primeira-dama aparece como uma alternativa mais distante, mas ainda possível, porque seu nome não foi oficializado na ata do PL-DF para a disputa ao Senado. O registro das candidaturas termina em 15 de agosto
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Último dia das convenções
A escolha se dá enquanto partidos e federações correm para concluir as alianças nacionais e estaduais. As siglas também precisam fechar as candidaturas aos governos, ao Senado, à Câmara dos Deputados e às assembleias legislativas.
De acordo com o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as convenções começaram em 20 de julho e terminam nesta quarta. Os encontros servem para escolher formalmente os candidatos e deliberar sobre a formação de coligações nas disputas majoritárias.
Vices
Das principais candidaturas à Presidência, o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é o último a chegar à escolha do segundo nome da chapa majoritária.
O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), repetiu a mesma formação da campanha anterior: Geraldo Alckmin (PSB).
Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) vai fazer dobradinha com o presidente de sua legenda: Gilberto Kassab.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) vai formar dupla com o senador Eduardo Girão, também do mesmo partido.
Renan Santos (Missão) terá como candidato a vice o militar da reserva Aroldo Medina, do mesmo partido.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Maria Laura Giuliani.

