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França aprova lei que proíbe redes sociais para menores de 15 anos

França aprova lei que proíbe redes sociais para menores de 15 anos.

Projeto aprovado pelo Parlamento aguarda sanção de Emmanuel Macron para entrar em vigor.

A França aprova lei que proíbe redes sociais para menores de 15 anos, tornando-se o primeiro país da União Europeia a estabelecer uma restrição legal desse tipo. O projeto foi aprovado pelo Parlamento francês nesta terça-feira (21) e agora aguarda a sanção do presidente Emmanuel Macron para entrar em vigor.

A nova legislação determina que crianças com menos de 15 anos não poderão criar ou manter contas em plataformas de redes sociais. Para garantir o cumprimento da regra, as empresas deverão implementar mecanismos de verificação de idade dos usuários.

A proposta recebeu amplo apoio do presidente Emmanuel Macron, que defende maior proteção às crianças diante dos impactos do ambiente digital.

“Os cérebros de nossas crianças e adolescentes não estão à venda. As emoções de nossas crianças e adolescentes não estão à venda nem devem ser manipuladas”, afirmou Macron ao defender a medida.

O governo francês pretende colocar a nova legislação em prática já no início do próximo ano letivo, previsto para setembro.

França segue tendência internacional

A França se junta a outros países que vêm endurecendo as regras para o acesso de menores às redes sociais.

A Austrália foi pioneira ao aprovar uma proibição para menores de 16 anos. O Reino Unido anunciou medidas semelhantes, enquanto Espanha, Grécia, Dinamarca e Noruega também estudam estabelecer limites mínimos de idade para o uso dessas plataformas.

Lei prevê publicidade restrita

Além da proibição de acesso, a legislação francesa estabelece novas regras para a publicidade.

Entre as medidas estão:

A fiscalização ficará sob responsabilidade da Arcom, autoridade reguladora das comunicações audiovisuais e digitais da França.

Uso excessivo preocupa autoridades

Dados da Arcom mostram que adolescentes franceses entre 12 e 17 anos passam, em média, 1 hora e 21 minutos por dia no TikTok.

Segundo o órgão, os algoritmos das plataformas podem favorecer a recomendação contínua de conteúdos extremos ou potencialmente prejudiciais, aumentando riscos relacionados à ansiedade, dependência digital e exposição a conteúdos inadequados.

Especialistas também alertam que apenas a proibição não resolverá todos os problemas. Organizações como a Anistia Internacional defendem mudanças no funcionamento dos algoritmos e dos modelos de negócios das plataformas para ampliar a proteção de crianças e adolescentes.

Enquanto isso, alguns parlamentares franceses manifestaram preocupação com possíveis impactos da medida sobre a liberdade de expressão e o acesso de adolescentes a conteúdos educativos disponíveis nas redes sociais.

Caso seja sancionada por Emmanuel Macron, a nova legislação colocará a França entre os países com as regras mais rígidas do mundo para o acesso de menores às plataformas digitais.

Por Samoel Andrade

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