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Frias diz que Flávio não ofereceu contrapartida a Vorcaro por Dark Horse

Frias diz que Flávio não ofereceu contrapartida a Vorcaro por Dark Horse
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O deputado federal e um dos idealizadores do filme Dark Horse, Mario Frias (PL-SP), voltou a defender o financiamento da produção pelo dono do Banco Master e disse que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) não ofereceu contrapartidas ao banqueiro Daniel Vorcaro ao pedir patrocínio.

Em publicação nas redes sociais, o deputado bolsonarista, que foi alvo de uma operação da Polícia Federal na última semana suspeito de destinar emendas à Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, disse que trata-se de um financiamento privado e que, por si só, não configura crime.

“Por que há uma investigação sobre o patrocínio de um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro? Patrocínio privado por si só não é crime. Para haver alguma irregularidade, teria que ter alguma coisa ‘a mais’, né? Uma promessa de ato de ofício, algum benefício oferecido em troca daquele dinheiro”, declarou.

O ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, tirou o sigilo parcial do Caso Master a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin, o que confirmou que Flávio Bolsonaro passou a ser formalmente investigado em julho por intermediar o repasse de R$ 61 milhões de Vorcaro para Dark Horse. 

Em maio, o Intercept Brasil mostrou que Flávio Bolsonaro pediu mais de R$ 130 milhões para o banqueiro e chegou a cobrá-lo para que os pagamentos fossem feitos. Os recursos eram repassados para um fundo nos Estados Unidos, gerido por um aliado de Eduardo Bolsonaro.

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Frias disse que as conversas não mostrariam irregularidades, já que, nas mensagens, Flávio não ofereceria alguma contrapartida ao banqueiro em troca do financiamento. O bolsonarista acusou a investigação de ser um ataque à reputação do candidato à Presidência à frente das eleições.

“As conversas mostram um só objetivo: o patrocínio do filme de Jair Bolsonaro. Eu me pergunto, onde está o crime? A irregularidade? Porque se não existe troca de favor, se não existe pedido de benefício público, estamos falando de um patrocínio privado”, disse.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Luciana Saravia.

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