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Gilmar Mendes valida reajuste do Bolsa Família de 15,04% e benefício sobe para R$ 691

Bolsa Família terá reajuste de 15,04%, com mínimo de R$ 691 e benefício médio estimado em R$ 777.

 

O ministro Gilmar Mendes valida reajuste do Bolsa Família de 15,04% e reconhece a validade do decreto que atualiza os valores pagos pelo programa a partir da folha de outubro. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (18), após pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a atualização, o valor mínimo garantido por família passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777.

A atualização foi estabelecida pelo Decreto nº 13.120, publicado em 17 de setembro, e corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Gilmar Mendes reconhece validade do decreto

Ao analisar o pedido da AGU, Gilmar Mendes concluiu que o reajuste não representa a criação de um novo benefício nem modifica os critérios de entrada ou amplia o universo de beneficiários do programa.

Segundo o ministro, trata-se de uma atualização dos valores das parcelas já existentes, utilizando um critério objetivo de correção monetária.

A decisão ocorre durante o período eleitoral de 2026, circunstância que levou a AGU a solicitar ao STF uma manifestação sobre a compatibilidade do reajuste com a legislação eleitoral.

Reajuste começa a valer em outubro

Embora o decreto tenha sido publicado em setembro, os novos valores serão aplicados financeiramente a partir do primeiro dia do mês seguinte à publicação da norma.

Na prática, os valores atualizados serão considerados na folha de outubro do Bolsa Família.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os pagamentos com os novos valores estarão disponíveis aos beneficiários a partir de 19 de outubro, conforme o calendário do programa.

Benefício mínimo passa para R$ 691

O piso garantido pelo Bolsa Família será elevado de R$ 600 para R$ 691.

É importante destacar que os R$ 691 representam o valor mínimo garantido por família, e não uma quantia fixa recebida por todos os beneficiários.

O valor final depende da composição familiar e dos benefícios adicionais aos quais cada integrante tenha direito.

O novo cálculo também altera os valores individuais de diferentes modalidades que compõem o programa.

Benefício de Renda de Cidadania sobe para R$ 164

Com a atualização, o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família beneficiária, passa de R$ 142 para R$ 164.

Esse componente é calculado de acordo com o número de integrantes da família que atendem às regras do programa.

A atualização segue o mesmo índice utilizado para a correção geral dos benefícios.

Benefício Primeira Infância passa para R$ 173

O Benefício Primeira Infância também será reajustado.

O valor pago por criança de zero a sete anos incompletos passa de R$ 150 para R$ 173.

A parcela é destinada às famílias beneficiárias que tenham crianças dentro da faixa etária prevista nas regras do programa.

Benefício Variável Familiar chega a R$ 58

O Benefício Variável Familiar, destinado a gestantes, nutrizes e crianças e adolescentes entre sete e 18 anos incompletos que integrem famílias beneficiárias, também terá aumento.

O valor passa de R$ 50 para R$ 58 por integrante que se enquadre nos critérios.

Dessa forma, o reajuste altera não apenas o piso geral do programa, mas também os valores utilizados no cálculo das parcelas destinadas aos diferentes perfis de integrantes das famílias.

Governo diz que correção preserva poder de compra

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social informou que a atualização foi calculada com base na variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.

Segundo a pasta, a medida representa a primeira atualização dos valores pela inflação desde a retomada do atual modelo do Bolsa Família, em 2023.

A justificativa oficial para a correção é preservar o poder de compra das famílias beneficiárias diante da variação acumulada dos preços no período.

AGU levou questão ao Supremo

A Advocacia-Geral da União apresentou ao STF um pedido para que fosse reconhecida a legalidade do decreto.

A preocupação jurídica estava relacionada às restrições previstas na legislação eleitoral para a criação, ampliação ou distribuição de benefícios em período próximo às eleições.

Na manifestação apresentada ao Supremo, a AGU sustentou que o reajuste não cria um novo benefício nem altera os critérios de elegibilidade.

A argumentação foi acolhida por Gilmar Mendes na decisão desta sexta-feira.

Decisão ocorre em período eleitoral

A discussão ganhou relevância porque o reajuste foi anunciado durante o período que antecede o primeiro turno das eleições de 2026.

A decisão do ministro trata especificamente da validade jurídica da atualização dos valores diante das regras eleitorais.

Gilmar Mendes considerou que a medida tem natureza de correção monetária de benefícios já existentes, e não de criação ou ampliação do programa para novos beneficiários.

Reajuste não muda as regras de entrada no programa

Outro ponto destacado na decisão é que a atualização dos valores não altera os critérios de elegibilidade do Bolsa Família.

Isso significa que o reajuste, por si só, não cria uma nova porta de entrada para famílias que não atendam às regras do programa.

A mudança está concentrada nos valores das parcelas que já fazem parte da estrutura do benefício.

Valor médio estimado chega a R$ 777

Além do novo piso de R$ 691, o governo estima que o valor médio pago às famílias beneficiárias passe de R$ 675 para R$ 777.

O valor médio é diferente do piso porque o Bolsa Família considera a composição de cada núcleo familiar e os benefícios adicionais correspondentes.

Por isso, algumas famílias receberão valores superiores ao mínimo estabelecido pelo programa.

Quando os novos valores serão pagos

Os valores atualizados serão incorporados à folha de outubro.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os pagamentos com os novos valores começam a ser disponibilizados a partir de 19 de outubro, seguindo o calendário estabelecido para o programa.

Os beneficiários não precisam solicitar um novo benefício exclusivamente por causa da atualização dos valores.

O que muda para as famílias

Na prática, a principal mudança será o aumento dos valores das parcelas recebidas pelas famílias que já participam do Bolsa Família.

O piso familiar passa a ser de R$ 691, enquanto os valores adicionais também serão corrigidos.

A atualização segue os critérios definidos no Decreto nº 13.120 e não modifica, por si só, as regras de elegibilidade do programa.

Decisão mantém reajuste anunciado pelo governo

Com o reconhecimento da validade do decreto pelo ministro Gilmar Mendes, permanece em vigor a atualização dos benefícios prevista para outubro.

O reajuste de 15,04% foi definido com base em um critério de correção pelo INPC e alcança os diferentes componentes financeiros do Bolsa Família.

A medida passa a produzir efeitos financeiros na folha de outubro, enquanto a decisão do STF afasta, no caso analisado, a interpretação de que a atualização dos valores violaria as regras eleitorais.

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