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Governo muda regras de trabalho do comércio em feriado. Veja como fica

Governo muda regras de trabalho do comércio em feriado. Veja como fica
Tony Oliveira/Agência Brasília

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, nesta terça-feira (21/7), uma portaria que muda as regras para o funcionamento do comércio durante os feriados.

Segundo a norma, lojas e estabelecimentos só poderão abrir nesses dias com autorização prevista em Convenção Coletiva de Trabalho, firmada entre sindicatos de trabalhadores e empregadores.

No entanto, a medida, oficializada pela Portaria nº 1.316, estabelece exceções para algumas atividades que poderão funcionar normalmente nos feriados.

Entre elas, estão: padarias, farmácias, floriculturas, barbearias, salões de beleza, postos de combustíveis, comércio de gás de cozinha (GLP), locadoras, hotéis, restaurantes, bares, casas de diversão, feiras livres, lavanderias, funerárias e outros.

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O texto também prevê que, caso não exista um sindicato representativo da categoria profissional ou econômica, a Convenção Coletiva poderá ser firmada com a federação ou a confederação correspondente.

Empresas serão fiscalizadas

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Negociação entre sindicatos e empregadores

Durante a cerimônia de assinatura, o ministro Luiz Marinho, afirmou que a norma é fruto de negociação entre representantes de trabalhadores e empregadores.

Segundo ele, o governo decidiu manter as “discussões abertas até que houvesse consenso entre as partes”. “Nós temos que valorizar o diálogo acima de tudo”, disse o ministro.

Marinho afirmou ainda que a expectativa é que sindicatos patronais e de trabalhadores sigam negociando para definir como o comércio vai funcionar nos feriados. Ele destacou, também, que a responsabilidade pelas futuras autorizações para trabalho em feriados ficará com as entidades representativas.

“Quem tem essa resposta são vocês. São vocês que agora precisam encontrar o mecanismo da contratação coletiva”, afirmou.

Marinho defendeu que o novo modelo traz mais segurança jurídica para as relações de trabalho. Ele disse que o governo continua disponível para mediar negociações, se for preciso, mas reforçou que o ideal é que os acordos sejam construídos diretamente entre empregadores e trabalhadores.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Álvaro Luiz.

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