Ícone do site YacoNews

Grávida, PM que matou Thawanna segue desarmada e recolhida em casa

Grávida, PM que matou Thawanna segue desarmada e recolhida em casa
Reprodução/BodycamPM

À coluna, o advogado Luiz Nakaharada afirmou que a gestação “não muda nada” no andamento do caso.

“Isso não alivia a denúncia ou a defesa. Tomamos os cuidados de praxe, porque é uma pessoa que está grávida, que requer cuidado. De resto, vida normal”, disse.

8 imagens1 de 8

Abordagem começou após policiais baterem retrovisor no braço de homem

Reprodução/ TV Globo2 de 8

Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga

Reprodução/ TV Globo3 de 8

A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima

Reprodução/ TV Globo4 de 8

Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem

Reprodução/ TV Globo5 de 8

PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem

Reprodução/ TV Globo6 de 8

Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida

Reprodução/ TV Globo7 de 8

Caso Thawanna: policial diz sofrer ameaças e pede que processo corra em segredo de justiça

Reprodução/ TV Globo8 de 8

A policial Yasmin Cursino Ferreira teve a arma recolhida

Reprodução/ TV Globo

“Pronto e acabou”

Yasmin matou Thawanna durante uma abordagem, em 3 de abril, em Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo. A soldado sustentou ter agido em legítima defesa após ser agredida pela ajudante-geral.

Imagens registradas pela câmera corporal do parceiro de Yasmin, o soldado Weden Silva Soares, porém, mostram uma dinâmica que destoa dos relatos dos PMs.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

Por volta das 3h, o retrovisor do carro ocupado pelos PMs atinge o marido de Thawanna. Weden para a viatura, retorna e inicia uma discussão com ele. Yasmin desembarca e, durante a confusão, atira contra a ajudante-geral. Logo após o disparo, Weden questiona a colega: “Você atirou nela? Por quê?”

Nesta segunda-feira (10/8), Nakaharada voltou a sustentar que Yasmin agiu de forma legítima. “Não teve acidente, não teve nada disso, a vítima veio arrebatar a arma e ela [soldado Yasmin] agiu em estrito cumprimento do dever legal, pronto e acabou”, afirmou.

Perícia travada

A gravação que registra a ocorrência também está no centro de outro impasse revelado pela coluna.

Há mais de dois meses, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) tenta obter da Polícia Militar o arquivo da câmera de Weden em formato adequado para perícia. A Justiça determinou em 26 de maio que a corporação entregasse somente o trecho compreendido entre dez minutos antes e uma hora depois do disparo.

O Ministério Público de Sâo Paulo (MPSP) afirmou que a PM havia enviado um volume “descomunal” de arquivos, inviabilizando o trabalho pericial, e demonstrou “indignação” porque as imagens circularam na televisão enquanto os investigadores enfrentavam dificuldades para acessá-las.

A diligência foi apontada pela própria Justiça como a única pendência para o interrogatório de Yasmin e a conclusão do inquérito. Após o descumprimento da primeira determinação, um novo prazo de 15 dias foi concedido para a entrega do material.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alfredo Henrique.

Sair da versão mobile