A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira, 21, no Acre, enquanto a categoria aguarda o julgamento do dissídio coletivo pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), marcado para o início desta tarde, às 13h30 (horário de Brasília). Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Acre (Sintect-AC), Suzy Cristiny, o resultado da sessão plenária deve definir os rumos do movimento no estado.
“A greve continua hoje, mas daqui a pouquinho vai acontecer o julgamento lá no TST. Então vai depender muito do julgamento hoje, dos encaminhamentos”, afirmou a representante sindical.
Possível retorno das atividades nesta terça-feira
De acordo com o Sintect-AC, caso o julgamento ocorra nesta segunda-feira e haja uma definição sobre os pontos alegados pela categoria, a expectativa é de que a paralisação seja encerrada imediatamente após a decisão, permitindo o retorno dos trabalhadores aos seus postos já nesta terça-feira, 22.
Os Correios haviam ajuizado o pedido de dissídio coletivo no TST no dia 11 de setembro, após um impasse nas negociações com a representação dos empregados. O principal ponto de divergência entre a empresa e a categoria envolve propostas de alteração no plano de saúde dos trabalhadores, aposentados e dependentes. A paralisação teve início no dia 10 de setembro.
Em decisão liminar, o TST determinou a manutenção de pelo menos 80% do efetivo em atividade em cada unidade operacional e administrativa durante todo o período da greve, garantindo o atendimento e o fluxo de distribuição essencial.
Correios informam baixa adesão no estado
Em nota encaminhada nesta segunda-feira, a assessoria dos Correios no Acre informou que a adesão ao movimento grevista no estado tem sido baixa e que a maioria das agências e centros de distribuição segue operando com 100% do efetivo habitual.
A estatal destacou que acionou seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar eventuais impactos no atendimento às entregas. As medidas incluem a mobilização de colaboradores administrativos para o apoio operacional, o remanejamento estratégico de frota e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico de encomendas na região.
