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Grupo que cadastrava motoristas sem CNHs em apps de transporte é preso

Grupo que cadastrava motoristas sem CNHs em apps de transporte é preso
Divulgação/PCDF

Uma organização criminosa que cadastrava motoristas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou até com o direito de dirigir cassado em aplicativos de transporte foi alvo, nessa terça-feira (1º/9), de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Quatro pessoas foram presas.

Veja:

As investigações da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/PCDF) identificaram uma estrutura criminosa estável e com divisão de tarefas, responsável pela manutenção de centenas de cadastros irregulares, cuja utilização provocou expressivo prejuízo financeiro à empresa responsável pelo aplicativo.

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Segundo as diligências, as fraudes não se limitavam à obtenção indevida de vantagens econômicas, também permitia a inserção, no aplicativo de transporte, de pessoas que não preenchiam os requisitos exigidos para a prestação do serviço, inclusive indivíduos anteriormente bloqueados, não habilitados para conduzir veículos ou submetidos a restrições decorrentes de antecedentes criminais.

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Para conseguir realizar os cadastros, o grupo utilizava dados falsificados ou pertencentes a terceiros, de modo a ocultar a verdadeira identidade dos condutores.

“A conduta (do grupo) colocava em risco direto a segurança dos usuários e da população em geral, pois inviabilizava a correta identificação dos motoristas responsáveis pelas viagens. Caso fossem praticados crimes durante os trajetos, os registros poderiam apontar para pessoas distintas dos verdadeiros condutores, dificultando a responsabilização criminal e comprometendo a rastreabilidade indispensável à segurança do serviço”, afirmou o delegado da DRCC Pedro Sardá.

As investigações demonstraram que o esquema tinha relevante capacidade operacional e utilizava diversos dispositivos eletrônicos, dados pertencentes a terceiros, veículos e contas bancárias vinculadas direta ou indiretamente aos envolvidos.

O dano econômico permanece ainda está sendo apurado e poderá alcançar dimensão ainda maior após a análise dos materiais apreendidos durante a operação.

Prisões

Na operação realizada nessa segunda-feira (1º/9), foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão temporária, resultando na captura de quatro investigados, entre eles o homem apontado como principal articulador do grupo criminoso.

Três prisões foram realizadas em Sobradinho (DF) e uma no município de Rio Verde (GO). Durante as diligências, foi apreendida grande quantidade de dispositivos eletrônicos, os quais serão submetidos à perícia e à análise especializada, com o objetivo de identificar outros cadastros fraudulentos, participantes, movimentações financeiras e eventuais vítimas ainda desconhecidas.

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Foi apreendida grande quantidade de dispositivos eletrônicos, os quais serão submetidos à perícia e à análise especializada

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Foi apreendida grande quantidade de dispositivos eletrônicos, os quais serão submetidos à perícia e à análise especializada

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Também foram apreendidos documentos, cartões bancários e outros elementos relacionados à investigação

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O grupo anunciava o serviço nas redes sociais

Divulgação/PCDF

Também foram apreendidos documentos, cartões bancários e outros elementos relacionados à investigação. Veículos utilizados pelos investigados e vinculados à dinâmica criminosa foram alcançados por medidas judiciais de restrição, assim como foram determinadas providências destinadas ao bloqueio de ativos e à preservação de valores relacionados às fraudes, buscando impedir a dissipação do proveito econômico obtido ilicitamente.

O grupo é investigado pelos crimes de furto qualificado mediante fraude, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro, cujas penas máximas, se consideradas de forma autônoma e somadas, podem alcançar 32 anos de reclusão, sem prejuízo da identificação de outras infrações penais no decorrer da investigação.

Os quatro investigados presos foram submetidos aos procedimentos legais e permanecem à disposição da Justiça. As diligências continuam para o cumprimento das demais medidas judiciais, enquanto as investigações prosseguem com a finalidade de identificar todos os participantes, dimensionar integralmente o prejuízo causado, individualizar as responsabilidades e localizar outros bens e valores provenientes das práticas criminosas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Arthur de Souza.

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