Um homem preso por estupro de vulnerável em Mâncio Lima mobilizou equipes da Polícia Militar e do Conselho Tutelar após uma denúncia envolvendo uma menina de 11 anos, no último sábado (25). Segundo as autoridades, o suspeito, de 21 anos, teria oferecido carona à criança antes de levá-la para uma área de mata, onde o crime teria ocorrido.
Conforme informações repassadas pela Polícia Militar, o homem era conhecido da família da vítima. Após a denúncia, equipes iniciaram buscas e localizaram o suspeito em um ramal da região.
Suspeito confessou o crime, diz Polícia Militar
De acordo com o subcomandante da Polícia Militar em Cruzeiro do Sul, capitão Thales Campos, o homem foi encontrado e preso durante a operação policial.
“Esse indivíduo trabalhava numa empresa de limpeza, ele foi encontrado, preso pela equipe, ele confessou que realmente havia cometido o crime”, informou o oficial.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça.
O que é estupro de vulnerável
O crime de estupro de vulnerável está previsto no Código Penal Brasileiro e ocorre quando há prática de ato sexual com pessoa incapaz de consentir validamente, como crianças menores de 14 anos ou pessoas com deficiência que não possam oferecer resistência ou compreensão sobre o ato.
Por se tratar de crime grave, a investigação ocorre por meio de ação penal pública incondicionada.
Acre registrou mais de 1,5 mil casos em dois anos
Dados da Polícia Civil mostram que o Acre registrou 1.534 casos de estupro de vulnerável entre 2024 e março de 2026.
Somente no primeiro trimestre de 2026, foram contabilizados:
- 27 casos de estupro contra crianças e adolescentes, aumento de 50% em relação ao mesmo período de 2025;
- 123 registros de estupro de vulnerável, número inferior aos 171 casos registrados no mesmo período do ano anterior.
No levantamento por região, o interior do estado concentra a maior quantidade de ocorrências:
- 2024: 462 casos
- 2025: 422 casos
- 2026 (até março): 69 casos
Na capital, Rio Branco, os registros foram:
- 2024: 297 casos
- 2025: 230 casos
- 2026 (até março): 54 casos
Como denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes
As autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas por diferentes canais:
- Polícia Militar — 190 (em casos de risco imediato);
- Samu — 192 (em situações de emergência médica);
- Delegacias de Polícia;
- Conselho Tutelar;
- Disque 100 (denúncia anônima);
- Ministério Público;
- Profissionais da rede de saúde;
- WhatsApp do Ministério dos Direitos Humanos: (61) 99656-5008;
- Atendimento por videochamada em Libras.
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.

