Um idoso mata vizinho após briga por pé de manga na tarde da última terça-feira (11), na zona rural de São Domingos das Dores, em Minas Gerais. Depois de atirar contra Eberton Silvestre Guimarães Barros, de 41 anos, o idoso foi baleado e morto pelo filho da vítima, de 19 anos.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram Miguel Chagas da Silva, de 75 anos, sacando um revólver e atirando contra Eberton, conhecido como “Tiquinho”. O filho da vítima estava gravando a discussão no momento do confronto.
Discussão começou por causa de poda de árvore
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, a discussão entre os vizinhos teria sido motivada pela poda de um pé de manga.
Durante o desentendimento, Miguel teria sacado uma arma e efetuado disparos contra Eberton.
A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos, segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Filho da vítima entra em confronto com idoso
Após os disparos, Miguel teria entrado em luta corporal com o filho de Eberton.
De acordo com a Polícia Civil, o jovem, de 19 anos, conseguiu tomar a arma do idoso durante a luta.
Ainda conforme o relato da corporação, Miguel continuava agredindo o rapaz quando o jovem efetuou um disparo com a arma e atingiu o idoso.
Miguel morreu no local.
A arma utilizada na ocorrência foi entregue à Polícia Militar.
Jovem é ouvido e liberado
O filho de Eberton foi ouvido pelas autoridades e posteriormente liberado.
A defesa do jovem afirma que a reação ocorreu em legítima defesa.
Em nota, os advogados Cairo Gianini Pires e Natália Maria de Souza sustentam que o rapaz estava diante de uma agressão injusta, atual e concreta e que teria reagido para proteger a própria integridade física.
Segundo a defesa, o jovem também teria presenciado o próprio pai sendo atingido durante a discussão.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias das duas mortes e esclarecer a dinâmica do confronto.
O caso é investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Inhapim.
A possibilidade de legítima defesa apresentada pela defesa ainda será analisada no decorrer da investigação. Até o momento, o jovem não foi denunciado ou condenado pela Justiça.

