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Indicado a suplente, psolista explica missões encomendadas por Marina

Indicado a suplente, psolista explica missões encomendadas por Marina
Instagram/@djalmaneryneto

Indicado pela federação PSol-Rede para a suplência na candidatura de Marina Silva (Rede) ao Senado, o vereador por São Carlos, Djalma Nery (PSol), afirma que a atuação dele na pauta ambiental, área que marca a trajetória política da ex-ministra, foi um dos motivos que levaram o grupo a optar pelo seu nome.

Ao Metrópoles, Nery disse que recebeu a missão de Marina de ajudá-la a levar, durante a campanha eleitoral, a agenda ambiental especialmente para o interior do estado, região de forte atuação do agronegócio e cujo eleitorado, tradicionalmente, tem resistência à esquerda.

“Ela queria um jovem para dialogar com o pessoal da juventude e que fosse do interior paulista. E um ambientalista como ela, para falar a mesma língua. E eu estou exatamente dentro desse perfil. Minha principal atuação é o meio ambiente, a agroecologia. E não sou exatamente um jovem, mas para o nível do Senado, sou jovem. Tenho 38 anos”, disse o vereador, que foi o mais votado nas duas últimas eleições em São Carlos, cidade do interior paulista com cerca de 260 mil habitantes.

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“Sou do interior. Passei minha vida toda aqui em São Carlos, na nossa região central do estado de São Paulo. É por conta disso aí que se deu a escolha. E eu já conhecia a Marina também, de outras atividades”, afirmou o parlamentar.

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Oficializada pela federação PSol-Rede durante a convenção do grupo que, no último domingo (26/7), decidiu pelo apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, o movimento causou mal-estar entre os partidos que compõem a coligação do petista, especialmente o PDT, que esperava ser contemplado com a vaga.

Mal-estar e ameaça de racha

Nos bastidores, o posto de suplente tem sido bastante disputado pelo fato de o escolhido ter chances consideráveis de assumir a cadeira no Senado por SP. Isso porque, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reeleito, aliados apontam que Marina é cotada para reassumir uma vaga no ministério do petista, abrindo espaço para o suplente virar o titular do mandato, que tem duração de oito anos.

O PDT, que já oficializou o apoio a Haddad, é o principal insatisfeito com o movimento. A legenda presidida por Carlos Lupi, exonerado do Ministério da Previdência Social no ano passado em meio às revelações da farra do INSS, reivindica o espaço e alega ter um compromisso firmado diretamente com Lula para ficar com uma das suplências.

Para a suplência de Marina, o partido indicou o sindicalista Antonio Neto. Já para a de Simone Tebet (PSB), a outra candidata ao Senado pela chapa, o PDT sugeriu o nome do ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri, aliado do presidente nacional do PT, Edinho Silva. A suplência de Tebet, no entanto, deve ficar com o ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda, o advogado Laio Morais (PT).

Caso não seja contemplado com nenhuma suplência, o PDT afirma que lançará um nome próprio ao Senado em São Paulo, o que poderia causar um racha na coligação. Um dos argumentos é que, estando coligado com Haddad, politicamente não faria sentido para o partido ficar de fora da “partilha” dentro da chapa.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinicius Passarelli.

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