Diversos influenciadores e perfis com milhares de seguidores aderiram à trend viral de divulgação da “colinha” eleitoral, na qual revelam as intenções de voto para as Eleições 2026.
De acordo com a legislação eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para 2026, influenciadores podem publicar espontaneamente, antes do dia da votação, uma lista com os candidatos em quem pretendem votar.
Essa publicação pode continuar disponível nas redes sociais no dia da eleição. O que não é permitido é fazer uma nova postagem de propaganda eleitoral no dia da votação, ainda que seja apenas para divulgar novamente os candidatos escolhidos. A regra vale também para influenciadores com grande número de seguidores, explica a especialista em Direito Eleitoral Suéllen Paulino ao Metrópoles.
“Um influenciador pode dizer espontaneamente em quem pretende votar e publicar sua lista de candidatos. Ter muitos seguidores, por si só, não torna a publicação irregular. No dia da votação, uma colinha publicada antes pode permanecer no ar, mas não se pode publicar uma nova propaganda eleitoral”, explica.
Segundo a advogada, a publicação deixa de ser permitida quando houver pagamento ou outra vantagem econômica, direta ou indireta, para que o influenciador divulgue determinado candidato ou conteúdo político-eleitoral. A legislação também proíbe a contratação de pessoas para fazer esse tipo de publicação em perfis próprios e não permite que o influenciador contrate impulsionamento eleitoral por conta própria.
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do Metrópoles
Confira, na galeria, alguns exemplos de influenciadores e perfis com milhares de seguidores que divulgaram a colinha eleitoral:
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114 mil seguidores: A influencer Valentina Bandeira divulgou as intenções de voto dela com os seguidores, declarando apoio aos candidatos de esquerda
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119 mil seguidores: No mundo do futebol, o perfil de Broca, torcedor do Flamengo, também divulgou a colinha eleitoral com votos majoritários na direita
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106 mil seguidores: A influenciadora Marwa, que também comenta sobre futebol no X, tem uma ligação mais forte politicamente com o Partido dos Trabalhadores (PT)
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22 mil seguidores: Danilo Félix, influencer conservador, também declarou as intenções de voto, com maioria do Partido Liberal (PL)
Reprodução/X
Como o TSE analisa publicações irregulares?
- A Justiça Eleitoral examina as circunstâncias da publicação.
- Entre os elementos relevantes estão contratos, pagamentos e recebimento de vantagens.
- Quem produziu o material e quem supostamente financiou a distribuição também são examinados.
- Uma postagem alinhada à campanha ou feita por alguém com grande audiência não prova, sozinha, que houve contratação.
- A distinção depende das provas de cada caso.
Casos com IA
De acordo com as regras eleitorais, em caso de personagens ou influenciadores feitos com inteligência artificial, as regras seguem válidas, mas com exigências adicionais. “Quando conteúdo sintético é usado em propaganda eleitoral, deve haver identificação explícita de que foi fabricado ou manipulado e de qual tecnologia foi utilizada”, diz Suéllen Paulino.
Além disso, é proibido criar um cadastro para falsear a identidade de quem divulga conteúdo eleitoral.
Diante da atual importância dos influenciadores nas Eleições de 2026, o TSE convidou criadores de conteúdo para um encontro em Brasília, em agosto. A iniciativa buscou criar uma rede de colaboração mútua entre influencers e a Justiça Eleitoral para divulgar informações sobre a segurança e a fiscalização do sistema eleitoral.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinícius Veloso.
