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Investigados por desabamento de prédio são alvo de busca e apreensão em SP

Investigados por desabamento de prédio são alvo de busca e apreensão em SP
Jéssica Bernardo / Metrópoles

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu, nesta quinta-feira (24/9), oito mandados de busca e apreensão em endereços de empresas ligadas aos investigados pelo desabamento de um prédio na Penha, na zona leste da capital, que deixou seis mortos.

As diligências foram realizadas em São Paulo e também no Guarujá, no litoral paulista. Foram apreendidos celulares, computadores e documentos, que serão encaminhados para análise pericial.

“A partir dos elementos apreendidos e das diligências realizadas, vamos aprofundar a análise dos fatos e identificar as responsabilidades de cada envolvido”, afirmou a delegada titular do distrito policial responsável pelas investigações, Deidiene Fialho Costa Éboli.

Dois alvos seguem foragidos

Os principais investigados pelo desabamento já foram identificados e são alvo de mandados de prisão temporária de 30 dias. Um deles, Ronaldo Vivacqua, apontado como sócio oculto da Construtora New Home, está preso. Os outros dois, Cristiano Vivacqua, responsável técnico pela obra e filho de Ronaldo, e Ísis Brandão, responsável legal da empresa, seguem foragidos.

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Imagem de 2024 do prédio que desabou na Penha

Reprodução/ Google Street View2 de 6

Bombeiros resgataram 8 vítimas de desabamento, 2 delas com vida

Divulgação/ Corpo de Bombeiros3 de 6

Segundo a Defesa Civil, 3 imóveis próximos foram interditados e passariam por uma nova avaliação técnica

Reprodução / Viva Abc4 de 6

Herbert Chino, pai de 2 crianças que estavam em casa afetada por desabamento

Leonardo Amaro/ Metrópoles5 de 6

Documento assinado em 2024 afirmava que demolição havia sido concluída. Ricardo Nunes acionou a Controladoria para investigar o caso

Leonardo Amaro / Metrópoles6 de 6

Mais de 10 pessoas moravam na residência atingida pelo prédio

Divulgação/ Corpo de Bombeiros

Segundo a Polícia Civil, a decretação da prisão levou em conta o fato de os investigados não terem se apresentado espontaneamente para prestar esclarecimentos, se colocarem à disposição da investigação ou fornecerem informações técnicas sobre a edificação. A decisão também considerou o risco de fuga e de destruição de possíveis provas pelos envolvidos.

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do Metrópoles SP

Viviane Rodrigues de Palma, servidora municipal que atestou a demolição da estrutura existente no local antes do desabamento, prestou depoimento e também é investigada.

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Desabamento de prédio

As investigações seguem em andamento para identificar se houve omissão das partes, incluindo de pessoas que participaram da construção, das vistorias e dos processos de autorização e liberação do imóvel.

Suspeitas de estelionato

Além da investigação sobre as mortes, a polícia ainda apura suspeitas de estelionato relacionadas à venda de apartamentos e terrenos ligados às construtoras New Home e Hastiforme, da mesma família. Segundo as autoridades, mais de dez pessoas relataram prejuízos patrimoniais. Até o momento, quatro inquéritos foram instaurados no 10º Distrito Policial (Penha) para apurar os casos.

De acordo com as investigações, Ronaldo Vivacqua teria atuado como sócio oculto das empresas, com participação na aquisição e venda de imóveis e terrenos e poder de decisão. A Polícia Civil também apura a atuação do filho dele, Cristiano, na venda dos apartamentos, os valores envolvidos desde o início das obras e os prejuízos relatados pelas vítimas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabrielle Gonçalves.

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