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Juliano Floss viverá jovem sensível às voltas com pai machista em “Paraíso Perdido”

Alexandre Nero abre o jogo sobre “Paraíso Perdido” e reage à escalação de Juliano Floss

Exclusivo Juliano Floss viverá jovem sensível às voltas com pai machista em “Paraíso Perdido”

Werneck (Alexandre Nero) questionará a sexualidade do filho, que se apaixonará por uma mulher misteriosa na internet

*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

À esquerda, Alexandre Nero; à direita, Juliano Floss (Créditos: Reprodução Instagram @alexandrenero e @julianofloss)

Juliano Floss fará sua estreia como ator em “Paraíso Perdido”, nova novela do Globoplay, com um personagem que mistura conflito familiar, romance e uma relação virtual cercada de segredos. Na trama, Heitor tem 24 anos, é filho de Werneck (Alexandre Nero) e Lígia (Maeve Jinkings) e irmão de Maria Cecília (Alanis Guillen). Nos primeiros capítulos, o jovem já aparece como um contraponto ao pai e como uma espécie de estranho dentro da própria família.

Heitor não corresponde às expectativas de Werneck, um homem que carrega uma visão bastante particular de masculinidade e não consegue compreender o jeito do filho. A distância entre os dois é tamanha que, ao perceber que o rapaz nunca apresentou uma namorada à família, Werneck chega a questionar Lígia sobre a possibilidade de ele ser gay. A mãe observa que Heitor é apenas diferente do pai e chama a atenção do marido para o fato de os dois praticamente não conversarem.

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A tentativa de aproximação acaba tornando a situação ainda mais constrangedora. Werneck vai até o quarto do filho e pergunta diretamente se ele é gay. Heitor reage indignado e fecha a porta na cara do pai. Ironicamente, naquele momento, o rapaz assistia pela internet a uma apresentação sensual de Suzana Flag, identidade virtual usada por Ritinha.

A relação entre pai e filho ficará ainda mais pesada. Depois de Maria Cecília sofrer uma tentativa de sequestro, Werneck chega a dizer que, se Heitor estivesse no lugar da irmã, provavelmente estaria escolhendo flores para o enterro. Abalado, o jovem conta à mãe que não sente ódio do pai, mas pena dele.

Werneck também demonstra frustração com os rumos profissionais de Heitor. O empresário revela que já convidou o filho para trabalhar na Viação São Cristóvão, mas recebeu uma negativa. Desiludido, passa a apostar em Maria Cecília como sua sucessora e chega a definir Heitor como um “inútil”.

É justamente longe da família que Heitor encontrará acolhimento. Cliente de Suzana Flag, ele começa procurando a mulher para assistir às suas apresentações, mas a relação ganha outra dimensão. Aos poucos, os dois passam a conversar, e Heitor transforma aqueles encontros virtuais em um espaço para desabafar sobre os problemas com o pai.

Em uma dessas conversas, o rapaz admite acreditar que Werneck o odeia e se emociona ao explicar a dificuldade de comunicação entre eles. Suzana o escuta e aconselha, fazendo com que Heitor brinque que deveria pagá-la por uma consulta em vez do show.

O que começa como atração, porém, vira paixão. Sem conhecer o verdadeiro rosto de Suzana e sem saber que por trás da personagem está Ritinha, Heitor confessa que gostaria de namorá-la. Quando ela sugere que ele procure uma namorada, o jovem deixa claro o que sente: a pessoa com quem gostaria de se relacionar é justamente aquela que não pode sequer mostrar o rosto para ele.

Heitor chega a falar sobre a misteriosa mulher com Elza. Sem coragem de revelar como os dois se conheceram, inventa que ela estuda Psicologia, mas acrescenta, sinceramente, que a jovem entende muito bem as pessoas. Ele também alimenta a esperança de que os dois possam se encontrar pessoalmente.

O lado romântico do personagem fica ainda mais evidente quando Heitor imagina como seria viver uma história de amor com Ritinha nos anos 1970. Em seu devaneio, ele surge vestido como aluno do Colégio Militar e ela como normalista. Os dois caminham de mãos dadas, tomam sorvete e namoram no portão do Instituto de Educação.

Assim, o primeiro personagem de Juliano Floss na dramaturgia surge bem distante da figura que Werneck gostaria de ter como filho. Heitor é sensível, romântico e afetivo, rejeita algumas das ideias conservadoras que ouve dentro de casa e parece buscar no mundo virtual o acolhimento que não encontra na relação com o pai.

Conhecido do público por suas participações na “Dança dos Famosos” e no “Big Brother Brasil”, Juliano terá justamente em um personagem marcado por conflitos familiares e por uma paixão improvável seu primeiro desafio como ator.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Carla Bittencourt.

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