O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) revogou a prisão preventiva do inspetor de alunos Marcelo Pinheiro da Silva, que deixou a cadeia na quinta-feira (20/8). Ele estava detido desde o começo do mês de agosto, quando foi preso por agentes da Polícia Militar (PM) após um pedido do Ministério Público do estado (MPSP).
Inicialmente, Marcelo havia sido denunciado à Polícia Civil por mães de dois alunos de uma escola municipal em Itanhaém, no litoral paulista. Elas suspeitavam de que o inspetor tivesse abusado sexualmente das crianças, de cinco anos, em uma sala. Ele também é investigado pela suspeita de ameaçá-las.
A prisão foi revogada pela 2ª Vara do Foro de Itanhaém após um pedido do advogado de Marcelo, Rui Franco, cuja solicitação foi acolhida pelo próprio MPSP, que se manifestou favoravelmente.
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Conforme apurado pelo Metrópoles, a análise das gravações das câmeras de segurança da Escola Municipal Walter Arduini não revelaram nenhum momento em que Marcelo tenha ficado sozinho com as crianças, que estiveram sob “constante supervisão de professores e colegas“.
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Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) também não indicaram vestígios ou evidências de conjunção carnal ou atos libidinosos.
Apesar da revogação, Marcelo permanece sendo investigado. Após a soltura, ele deverá cumprir medidas cautelares como comparecimento mensal em juízo e afastamento de função pública. Ele também está proibido de se aproximar da escola e das supostas vítimas.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Victor Aguiar.

