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Lito Sousa: esposa rebate rumores de privilégio a remédio experimental

Lito Sousa pode ser a 1ª pessoa a testar remédio experimental
Instagram/Reprodução

Mila Seidl, esposa de Lito Sousa, voltou a falar sobre a autorização para importar o ALN-6457, medicamento experimental que será utilizado no tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob. Diante de questionamentos sobre um suposto privilégio para que o marido tivesse acesso à substância, a empresária negou qualquer favorecimento e afirmou que o caminho percorrido pela família está previsto nas regras para uso compassivo de medicamentos.

Mila explicou que a própria família, junto aos médicos responsáveis pelo acompanhamento de Lito, conduziu os contatos necessários com a farmacêutica. “Isso não é uma regalia nossa. É um direito de qualquer pessoa que está numa situação semelhante. A dificuldade é que essas informações não são claras”, declarou.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na sexta-feira (4/9) a importação do ALN-6457, substância experimental desenvolvida pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals. A decisão ocorreu de maneira excepcional porque o produto ainda não possui registro comercial ou representante legal no Brasil. Além disso, o ALN-6457 permanece em fase pré-clínica para o tratamento de doenças priônicas.

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Lito Sousa

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Lito Sousa é clicado durante uma participação no SBT

SBT/Reprodução

“A gente apresentou bastante documentação, estava bem robusto. Eu me preparei bastante. A gente estava bem munido com os documentos que a farmacêutica passou, com os exames, com tudo científico mesmo”, contou Mila.

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do Metrópoles

O processo de importação foi apresentado formalmente pelo Einstein Hospital Israelita, onde Lito Sousa vinha sendo acompanhado. Antes de recorrer ao uso compassivo, no entanto, a família tentou incluir o influenciador em um estudo experimental. A tentativa não avançou porque, segundo Mila, não havia mais vagas.

“A gente participou dos estudos e foi negado. Não porque ele não preenchia os requisitos, mas porque estava tudo fechado. Então, a gente seguiu para outro caminho, que é o uso compassivo do medicamento”, afirmou.

Foi então que a família passou a procurar outra maneira de obter acesso à substância: “Conseguimos por meios próprios o contato de outra farmacêutica, fizemos uma reunião com eles e, porque o caso do Lito é muito interessante, eles liberaram o uso compassivo. Aí eu fui atrás de todo o processo”.

Depois da autorização da farmacêutica, ainda foi necessário cumprir uma série de etapas regulatórias. O processo envolveu a empresa responsável pelo medicamento, o hospital que acompanha Lito, a Anvisa, o Ministério da Saúde e a Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos. As autorizações necessárias foram buscadas tanto em território norte-americano quanto no Brasil.

A esposa do influenciador também reagiu às informações de que autoridades ou empresários teriam participado da obtenção do medicamento. Segundo ela, não houve interferência de ministros, da Anvisa ou de empresários para viabilizar o acesso à substância: “Tem gente falando que teve dedo de ministro para conseguir a medicação, que empresário rico financiou, que a Anvisa conseguiu. É a última vez que eu vou explicar: quem conseguiu a medicação fomos eu e o Lito”.

Segundo a empresária, o processo não contou com dinheiro público ou financiamento de outras pessoas.

“Não tem um centavo de dinheiro público, não tem um centavo de outra pessoa nisso. Vocês não me viram abrindo vaquinha nem nada”, garantiu. “Eu tive que correr muito atrás para conseguir isso […] Talvez isso traga luz para, a partir de agora, rever esses processos e criar fluxos um pouco mais rápidos para outras famílias”.

A urgência do quadro de Lito também foi considerada pelos órgãos envolvidos na análise. “Mesmo esse fluxo mais rápido levou cerca de uma semana. E, em uma semana, a gente perdeu algumas coisas. Mas eu entendo que eles também têm que estar respaldados de que estão fazendo a coisa certa. Não podem simplesmente canetar, precisam analisar”, disse.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Fábia Oliveira.

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