O presidente Lula quer acabar com as bets no Brasil, segundo declaração feita nesta sexta-feira (18), durante um ato em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ao falar sobre as apostas online, o presidente afirmou que considera a prática prejudicial e disse que pretende adotar medidas contra o setor.
Durante o discurso, Lula relatou casos de pessoas que, segundo ele, contraíram dívidas após apostar e enfrentaram dificuldades familiares. O presidente classificou a dependência em jogos como uma doença e defendeu ações para combater o endividamento relacionado às apostas.
Lula também criticou relação entre bets e futebol
Outro ponto abordado pelo presidente foi a presença das casas de apostas no futebol brasileiro. Lula citou clubes como Corinthians, Flamengo, Santos, Grêmio e Internacional ao argumentar que grandes equipes brasileiras conquistaram títulos antes da expansão das bets.
A declaração ocorreu depois de clubes e entidades do futebol brasileiro manifestarem preocupação com possíveis medidas para restringir ou proibir as apostas online. Parte dos clubes afirma que o setor de apostas representa uma fonte relevante de receitas, especialmente por meio de patrocínios.
Governo discute novas medidas para o setor
A declaração de Lula ocorre após o governo federal discutir alternativas para endurecer as regras das apostas online. Em 1º de setembro, o presidente afirmou que defendia pessoalmente o fim das bets e que avaliava uma decisão mais rígida sobre o setor.
Segundo informações publicadas nesta sexta-feira, o governo avalia medidas que podem restringir apostas esportivas e jogos online. Eventuais mudanças ainda dependem do processo político e legislativo correspondente, portanto a declaração de Lula não significa que as plataformas tenham sido imediatamente proibidas.
Presidente fala em combater endividamento
Lula também afirmou que o governo não deveria priorizar a arrecadação de impostos sobre as apostas em relação aos impactos que ele atribui ao setor.
Durante o discurso em Guarulhos, o presidente relacionou as apostas ao endividamento de pessoas de baixa renda e defendeu que a discussão seja tratada também como uma questão de saúde pública.
A discussão sobre o futuro das bets no país deve continuar envolvendo governo, Congresso, empresas do setor, clubes de futebol e outros representantes da sociedade.
