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Lula vai ao TSE contra Flávio após acusação de “dividir poder” com Moraes

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Arte Metrópoles

A coligação do presidente Lula (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro (PL) e pediu direito de resposta por declarações exibidas no horário eleitoral gratuito.

A campanha questiona, entre outras falas, a afirmação de que Lula teria “dividido seu poder” com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ação foi protocolada nessa quarta-feira (16/9) e distribuída ao ministro André Mendonça. A coligação também pediu, em caráter liminar, que seja impedida a reexibição do programa, transmitido em rede nacional de televisão na noite de terça-feira (15/9).

“A propaganda impugnada, portanto, não se limita em relatar fato inverídico, mentiroso e malicioso, em evidente má-fé, mas desinforma o eleitor sobre a própria arquitetura constitucional do Estado brasileiro, ao sugerir que o poder presidencial seria fracionável e transferível e, que o Poder Judiciário atuaria em conjunto com do Poder Executivo, de forma espúria e não republicana”, escreveram os advogados da coligação.

A coligação ainda ponderou que a propaganda foi ao ar no mesmo dia em que o STF iniciou o julgamento sobre a abertura ou não de uma investigação contra Moraes após a Polícia Federal (PF) encontrar mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro.

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da Coluna Manoela Alcântara

“O Requerido, porém, apresenta ao eleitor a culpabilidade de Ministros do STF como fato consumado e julgado. A partir dessa premissa, atribui ao candidato da Requerente a decisão de ‘governar ao lado’ de grupo não identificado, que teria descumprido a lei e de dividir o ‘seu poder’ com o Ministro Alexandre de Moraes”, salientaram.

Os advogados prosseguiram: “A afirmação é sabidamente inverídica porque converte em certeza uma questão pendente e imputa ao Presidente da República adesão a conduta atribuída a membro de outro Poder, ainda pendente de apuração, quando, cinco dias antes, ele próprio defendera publicamente que todos fossem investigados, fosse quem fosse. Com isso, o Requerido procura acirrar a crise institucional e convertê-la em instrumento de campanha, antecipando, com afirmações inverídicas, juízo que cabe apenas às instâncias competentes.”

Propaganda

Em vídeo, Flávio afirmou que o governo do petista criou um “desequilíbrio institucional” e apontou Lula como um dos responsáveis por dividir o poder do país com o Supremo.

“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum. Sem comando”, afirmou o candidato durante a propaganda.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Pablo Giovanni.

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