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Maioria das vítimas de feminicídio no DF já sofria violência antes

Maioria das vítimas de feminicídio no DF já sofria violência antes
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GDF | Conteúdo patrocinado06/08/2026 06:00

Todo mundo já se incomodou com um barulho no vizinho, como som alto por exemplo. Nessas horas, é comum reclamar, ligar, pedir providências. Mas, existe um barulho muito pior: o da violência contra a mulher.

De acordo com dados da Segurança Pública do Distrito Federal, entre 2015 e 2026, ocorreram 233 casos confirmados de feminicídio na capital. Desse número, 69,1% não registraram ocorrência contra o autor.

E a região administrativa (RA) com o maior número de casos foi Ceilândia, com 30 casos computados.

Para se ter uma ideia da gravidade do cenário, mais de 60% das vítimas de feminicídio no DF sofriam violência antes desse crime acontecer. E esse conhecimento é obtido, geralmente, por meio do relato de amigos, parentes e vizinhos das mulheres envolvidas nos atos.

Fato é que, por trás de cada estatística, existe uma mulher com nome, história e direito a uma vida sem medo.

Assim, vale reforçar que, quando uma mulher é agredida dentro de casa, isso deixa de ser um assunto particular. É um crime. E o silêncio de quem presencia essa violência acaba protegendo o agressor.

Caso você esteja passando por uma situação assim, procure ajuda e acolhimento.

Tipos de violência

Os três tipos de violência mais comuns são: psicológica, física e sexual.

Controle, humilhação, ameaças, isolamento, retenção de dinheiro e exposição da intimidade também podem ser formas de violência.

Dessa maneira, conhecer os sinais ajuda a reconhecer situações de risco e buscar orientação. Segundo o artigo 7º da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), são formas de violência doméstica e familiar:

De acordo com o Panorama de Violência Contra a Mulher do DF, 93,5% das vítimas sentem consequências diretas da violência, como depressão ou tristeza, ansiedade ou estresse, medo, raiva, baixa autoestima ou sentimento de vulnerabilidade.

Panorama de Violência contra a Mulher

O Distrito Federal passa a contar com uma base permanente de dados sobre a violência de gênero, o Panorama de Violência contra a Mulher.

Acesse o Panorama de Violência aqui.

A expectativa é que as próximas edições permitam acompanhar a evolução dos indicadores ao longo do tempo e identificar possíveis mudanças no perfil das vítimas, dos agressores e das formas de violência registradas.

Além de ampliar o conhecimento sobre a realidade das mulheres no DF, os dados poderão ser utilizados para avaliar a efetividade das políticas públicas implementadas e orientar a criação de novas ações de prevenção e proteção.

A pesquisa Panorama da Violência contra a Mulher no DF é considerada uma das mais abrangentes já realizadas sobre o tema no Distrito Federal. 

Além de ouvir mulheres residentes em todas as regiões administrativas, o estudo entrevistou homens condenados por feminicídio que cumprem pena no Complexo Penitenciário da Papuda.

A proposta foi compreender não apenas a incidência da violência contra as mulheres, mas também os fatores associados às agressões e ao feminicídio.

Além disso, a produção contínua de dados pode contribuir para enfrentar um problema historicamente marcado pela subnotificação e pela dificuldade de reconhecimento de determinadas formas de violência.

Prevenção

O GDF sancionou em julho a Lei nº 7.935/2026, que cria o Cadastro Distrital de Pessoas Condenadas por Crimes de Estupro e Violência contra a Mulher.

A medida tem como objetivo reunir informações sobre pessoas condenadas por esses crimes para auxiliar as autoridades competentes na prevenção e no combate à violência contra a mulher, além de contribuir para a proteção das vítimas.

O cadastro reunirá informações como nome completo, fotografia atualizada, CPF, RG e endereço dos condenados.

Também constarão dados sobre a condenação, incluindo a data, a natureza do crime, a pena aplicada e outras informações consideradas relevantes para a identificação e localização dessas pessoas.

Segundo a lei, o cadastro será administrado pela autoridade competente responsável pela execução penal no DF, em conformidade com a legislação vigente e as normas de proteção de dados pessoais.

Tenha estes números à mão:

180 – Atendimento à mulher

190 – Risco iminente

197 – Denúncia anônima


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Conteúdo Especial.

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