No programa do Noblat, a bancada repercutiu a enxurrada de problemas que envolvem a escolha do deputado Alfredo Gaspar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro.
Além de frustrar a promessa de indicar uma mulher para tentar suavizar a rejeição de Flávio no eleitorado feminino – motivo de críticas até do pastor Silas Malafaia -, a indicação jogou a campanha em um vespeiro jurídico. O ministro Gilmar Mendes, do STF, deu prazo para que a senadora Soraya Thronicke (PSB) e o deputado Lindbergh Farias (PT) apresentem mais informações sobre a suspeita de um suposto caso de estupro de vulnerável que teria envolvido o parlamentar há oito anos. Gaspar nega categoricamente a acusação, nega a paternidade e afirma que torce pela realização de um exame de DNA para provar sua inocência.
Como destacou Ricardo Noblat, o episódio escancara o erro tático e reacende o incômodo entre aliados. Ainda assim, os números da pesquisa Quaest mostram que o eleitorado conservador tende a absorver o desgaste por puro pragmatismo: sem que alternativas da terceira via decolem, a direita – bolsonarista e não bolsonarista – volta a se reagrupar ao redor do primogênito para enfrentar Lula no segundo turno.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ricardo Noblat.

