Ícone do site YacoNews

Marcola e Lulinha: campanha de Lula tem semana de crise e mede impacto

Lula diz que quem tentar interferir nas eleições "vai apanhar muito"
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Após a semana de desgates, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca virar a página após as crises envolvendo o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e o assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Novas informações sobre os casos que guardam relação com a lobista Roberta Luchsinger vieram a público a poucos dias do grande ato de lançamento da campanha e aliados do petista ainda monitoram o impacto das descobertas sobre a corrida eleitoral.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais, Luchsinger pagou R$ 249 mil a Marcola, um dos assessores mais próximos do presidente. Segundo o ex-auxiliar, o valor diz respeito a um empréstimo pessoal, de “natureza estritamente privada”, e que não houve irregularidades. Após a divulgação do caso, o ex-assessor de Lula deixou a campanha a fim de evitar mais desgastes.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todasVer todas as newsletters

Aliados se dividem sobre os efeitos da crise para a tentativa de reeleição do presidente. Parte defende que o impacto será reduzido por não envolver diretamente o chefe do Planalto. Além disso, auxiliares afirmam que é natural, durante o período eleitoral, que a oposição busque atrelar supostas denúncias de corrupção ao petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

Outra parcela viu o caso como um desgaste desnecessário e defendeu o afastamento rápido de Marcola. Ele pediu para deixar a equipe que coordena as agendas de campanha de Lula um dia após as informações sobre o empréstimo virem à tona.

Também pesa para a campanha as investigações da Polícia Federal (PF) contra Lulinha, filho do presidente. Até o momento, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a abertura de três inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência.

A PF suspeita que o empresário tenha usado de sua influência para facilitar negócios de Luchsinger e do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, com órgãos do governo.

Entenda a investigação

7 imagens1 de 7

Presidente disse que dará o benefício da dúvida ao seu ex-aliado

Ricardo Stuckert2 de 7

Ex-assessor de Lula admite que fez “empréstimo” com amiga de Lulinha

Reprodução/Redes Sociais3 de 7

Lula

Ricardo Stuckert4 de 7

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é suspeito de atuar para favorecer o Careca do INSS

Reprodução5 de 7

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebeu repasses de R$ 2,3 milhões de empresa na mira da CPMI do INSS

Danilo M. Yoshioka/ Especial Metrópoles6 de 7

Lulinha e Roberta Luchsinger

Arte/ Metrópoles7 de 7

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e Roberta Luchsinger

Montagem/Metrópoles

Discurso

Em ambos os casos, o discurso do presidente será que a PF tem autonomia para investigar quem for, independentemente, de ser próximo a ele ou não. O petista, inclusive, reforçou a tese em uma reunião com lideranças da Federação PSol-Rede, no Palácio da Alvorada, na última quarta-feira (5/8).

De acordo com relatos ao Metrópoles, Lula não fez menção direta a Marcola, mas minimizou a crise. Ele questionou “Quem aqui nunca pediu um empréstimo para um amigo?”, ao comentar o uso de casos de corrupção pela oposição para atacar o governo. Ainda segundo pessoas que estiveram presentes no encontro, o petista reforçou que quem errou, precisa responder pelos atos.

Lula comentou, na última semana, as acusações envolvendo o filho. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., ele garantiu que “não haverá nenhum privilégio” no julgamento de Lulinha e, se for culpado, o empresário terá de pagar pelos crimes.

“Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa, como eu [fui]. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou para um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou o presidente. “Se for julgado, ele virá para cá, não vai ficar escondido, não. Não vou utilizar o meu cargo para proteger”, disse.

O presidente dará o pontapé inicial da campanha no próximo domingo (16/8), em um grande ato na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. O local foi palco dos movimentos grevistas comandados pelo petista entre as décadas de 1970 e 1980.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Daniela Santos.

Sair da versão mobile