Após as críticas recebidas por Ana Castela por alterar o sentido do Rap da Felicidade em seu novo lançamento, MC Doca — intérprete original do clássico ao lado de Cidinho — quebrou o silêncio e saiu em defesa da sertaneja. Em entrevista ao Metrópoles, o funkeiro evitou polêmicas e adotou um tom pacificador diante da repercussão negativa nas redes sociais.
“Eu só peço que Deus abençoe ela. Ela é uma mulher supertalentosa. Muita gente me mandou mensagem reclamando, falando uma porção de coisas sobre a versão dela, mas eu nem respondi. Eu jamais vou tacar pedra em alguém”, disse.
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Ana Castela.
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MC Doca e Ana Castela
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Ana Castela.
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“O que eu desejo para a Ana Castela é toda sorte do mundo. Sou grato por ela ter lembrado do refrão da nossa música. Não vou julgar ela por nada, porque eu também não gosto de ser julgado. Não tenho nada contra ela, muito pelo contrário, até agradeço por ela ter lembrado da música”, completou.
A controvérsia começou após a Boiadeira lançar a faixa Não é Pressa, É Pressão, parceria com Rincon e DJ Boss. A música utiliza a estrutura melódica e a métrica do funk dos anos 1990.
Na adaptação, contudo, o discurso de resistência periférica dá lugar a referências do universo agro: enquanto a versão original entoa “Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci”, a nova letra diz “Mas eu só quero é ser feliz com uma Dodge Ram, que o barretão tá vindo aí. E poder me embriagar…. “.
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do Metrópoles
Vale lembrar que, apesar de ter sido eternizado pela dupla Cidinho & Doca, o Rap da Felicidade não foi escrito pelos MCs: a canção é de autoria de Julinho Rasta e Katia Sileia Ribeiro de Oliveira, ambos já falecidos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinícius Veloso.

