Uma médica do Hospital Universitário (HU) da Universidade de São Paulo (USP) se recusou a atestar o óbito da oficial da Marinha Beatriz Fickert Santoro, morta na noite dessa quinta-feira (24/9). Segundo a profissional, Beatriz já estava sem vida quando chegou ao local. A Marinha diz que a militar foi levada ao HU após ser encontrada desfalecida em seu alojamento no Centro Tecnológico da instituição, que fica dentro da USP.
5 imagens1 de 5Reprodução2 de 5Reprodução3 de 54 de 5
Oficial da Marinha morreu na noite de quinta-feira (24/9)
Reprodução/ Redes sociais5 de 5
Segundo a corporação, uma equipe médica da unidade foi imediatamente ao alojamento e encaminhou Beatriz ao HU, a poucos metros do Centro Tecnológico, onde a morte foi constatada.
O registro das autoridades de São Paulo, no entanto, alega que a Polícia Militar (PM) foi acionada a comparecer ao hospital após a médica se recusar a fazer o atestado de óbito porque, segundo ela, Beatriz já estava sem vida. A PM também informou que a militar foi levada ao HU por uma médica da Marinha e que os agentes identificaram que a vítima teria falecido há algum tempo.
Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
Ver todasVer todas as newsletters
O documento também menciona a possibilidade de prática de fraude processual, já que o corpo de Beatriz pode ter sido removido do local dos fatos antes da realização da perícia.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles SP
Quem era a oficial da Marinha morta
- Beatriz Fickert Santoro foi encontrada desfalecida no Centro de Pesquisas da Marinha, dentro da Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, zona oeste de São Paulo, nessa quinta-feira (24/9).
- A oficial tinha 33 anos e vivia na região do Alto Tietê, na Grande São Paulo.
- Beatriz era segundo-tenente e trabalhava como engenheira mecânica da Marinha no centro de pesquisas na USP.
- Em suas redes sociais, também há o registro de que ela se casou recentemente, em março deste ano.
Em nota, a Marinha do Brasil informou que as causas e circunstâncias da morte estão sendo apuradas pelas autoridades competentes. “A Marinha presta assistência social, psicológica e religiosa aos familiares e manifesta suas sinceras condolências a familiares e amigos”. A Polícia Civil informou que a ocorrência foi apresentada no 7º Distrito Policial (Lapa) e registrada como morte suspeita. Como os fatos ocorreram no interior de uma instalação militar, a investigação e as demais providências ficarão a cargo da Polícia Federal e da Marinha.
O Metrópoles também procurou o Hospital Universitário da USP e aguarda retorno.
O que diz a Marinha
“A Marinha do Brasil informa, com pesar, que a Segundo-Tenente (RM2-EN) Beatriz Fickert Santoro foi encontrada desfalecida em seu alojamento no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, em 24 de setembro. A equipe médica da unidade foi imediatamente ao local e a militar foi encaminhada ao Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, onde foi constatada sua morte, disse a instituição.
As causas e circunstâncias da morte estão sendo apuradas pela Marinha e pelas autoridades periciais competentes. A Marinha presta assistência social, psicológica e religiosa aos familiares e manifesta suas sinceras condolências a familiares e amigos.”
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Rodrigo Tammaro.
