Mercado do futebol feminino explode e bate recorde de R$ 145,8 milhões em transferências
Janela internacional registra 1.406 mudanças de país e crescimento de 130% nos valores movimentados em relação ao mesmo período do ano passado
Tainá Maranhão e Kerolin durante jogo do Brasil; futebol feminino cresce também em volume de transferências (Reprodução/ívia Villas Boas/Staff Images/CBF)
O mercado internacional do futebol feminino alcançou um novo recorde na janela de transferências do meio do ano. De acordo com relatório divulgado pela Fifa nesta quinta-feira (3/9), 1.406 jogadoras trocaram de país para defender novos clubes, enquanto as negociações movimentaram US$ 28,6 milhões, o equivalente a R$ 145,8 milhões.
O número de atletas transferidas representa crescimento de 19,2% em relação à janela do mesmo período do ano passado. O salto financeiro foi ainda mais expressivo: os valores movimentados aumentaram 130% na comparação com 2025, quando as transações internacionais somaram US$ 12,3 milhões, cerca de R$ 66 milhões na cotação da época.
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Olivia Smith, contratada pelo Arsenal, se tornou a jogadora mais cara da história do futebol feminino / Reprodução Olivia Smith, contratada pelo Arsenal, se tornou a jogadora mais cara da história do futebol feminino / Reprodução Foto: EFE/Jose Jácome
Mercado financeiro dá salto
A evolução do futebol feminino no mercado internacional também fica evidente quando os números são comparados com os de quatro anos atrás. Em 2022, os clubes movimentaram US$ 1,23 milhão em transferências na janela de início da temporada europeia.
O valor registrado agora é aproximadamente 23 vezes superior ao daquele período. A diferença mostra a expansão dos investimentos destinados à contratação de jogadoras entre clubes de diferentes países.
Inglaterra lidera gastos
Os clubes ingleses foram os que mais investiram nas transferências internacionais durante a janela. Ao todo, as equipes do país desembolsaram US$ 8 milhões, aproximadamente R$ 40,8 milhões.
A Espanha aparece na sequência, com US$ 6,6 milhões, cerca de R$ 33,7 milhões. A transferência da brasileira Kerolin, do Manchester City para o Barcelona, teve impacto direto no volume movimentado pelos espanhóis.
A atacante foi negociada por aproximadamente R$ 8,85 milhões e se tornou a jogadora brasileira envolvida na transferência mais cara da história.
Alemanha, Estados Unidos e Itália aparecem no Top-5
A lista dos países que mais gastaram no mercado internacional feminino ainda tem Alemanha, Estados Unidos e Itália. Os clubes alemães investiram cerca de R$ 25 milhões em transferências. Nos Estados Unidos, o montante chegou a aproximadamente R$ 14,8 milhões, enquanto as equipes italianas movimentaram R$ 10,73 milhões.
Os números colocam esses cinco mercados entre os principais responsáveis pela movimentação financeira registrada na janela.
Suécia se destaca nas vendas
Enquanto Inglaterra e Espanha lideraram os investimentos, a Suécia apareceu no topo entre os países que mais arrecadaram com a venda de jogadoras.
Os clubes suecos somaram US$ 4,2 milhões, aproximadamente R$ 21,45 milhões, em receitas provenientes de transferências internacionais.
O levantamento da Fifa considera as negociações internacionais realizadas na janela do meio do ano e mostra uma combinação de crescimento no número de atletas que mudaram de país e de aumento significativo nos valores envolvidos nas operações.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Guilherme Silva.

