Enquanto o prazo para a convenções partidárias corre, alguns nomes entre os principais candidatos para o pleito de outubro ainda seguem sem definição.
As convenções, que tiveram início do no dia 20 de julho, marcam o período que partidos e filiados devem se reunir para definir candidatos para as eleições. A data para tal definição se encerra no dia 5 de agosto. Após esse processo, as legendas têm até o dia 15 de agosto para registrar o pedido de candidatura.
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Senador Flávio Bolsonaro é o pré-candidato à Presidência do Partido Liberal (PL)
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Michelle Bolsonaro
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O senador Cleitinho (Republicanos-MG)
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O pré-candidato do Novo, Romeu Zema, contará com a segurança da PF após a convenção partidária
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Deputado federal Sandro Alex (PSD-PR), escolhido por Ratinho Jr. para se candidatar ao governo do PR
Arquivo/ Alexandra Martins
Convenções partidárias
- A convenção partidária é uma etapa fundamental do processo eleitoral. Nesse momento, os partidos políticos e as federações partidárias se reúnem para escolher quem vai disputar cada cargo e deliberar sobre a formação de coligações.
- No caso das federações, a convenção ocorre de forma unificada, com a participação de todos os partidos que tenham órgão de direção partidária na circunscrição. Os encontros devem ser realizados no período entre 20 de julho e 5 de agosto.
- A legislação permite que as convenções sejam feitas de forma presencial, virtual ou híbrida. Os partidos realizam convenções estaduais e nacionais.
- Com os candidatos definidos, os partidos, as federações e as coligações têm até 15 de agosto para registrarem formalmente as candidaturas na Justiça Eleitoral. No dia seguinte, em 16 de agosto, inicia-se a propaganda eleitoral geral, nas ruas e na internet.
Flávio e Zema seguem sem vice
O senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, chega à convenção do PL sem vice definido. O parlamentar enfrenta dificuldades para ampliar alianças com partidos do Centrão e tenta encontrar um nome para fechar a chapa.
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do Metrópoles
Nos bastidores, a preferência é por uma mulher, já que a estratégia da campanha de Flávio é reduzir a rejeição entre o eleitorado feminino.
Os partidos Republicanos, PP e União Brasil resistem a fechar apoio nacional ao senador. A tendência é que as direções nacionais dessas siglas liberem os diretórios estaduais para definirem seus próprios palanques, visando preservar capital político em 2027.
Mesmo assim, a campanha de Flávio acredita que ainda há espaço para negociar apoios até 5 de agosto, prazo final para a formação das coligações.
Entre os nomes mais cotados para a vice estão a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) – que não quer a vaga -, a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) e a ex-presidente da Caixa Daniella Marques (Republicanos). Simone e Daniella já participam da pré-campanha e ajudaram a elaborar o plano “Brasil por Elas”, voltado a propostas para o público feminino.
Outro nome que vem sendo comentado para compor chapa com o filho 01 de Jair Bolsonaro é o da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC).
Com a oficialização da candidatura ao Palácio do Planalto marcada para esta segunda-feira (27/7), em Brasília, data para a convenção nacional do Novo, Romeu Zema chega ao evento sem chapa definida. Até agora, o Novo ainda não tem um nome para vice-presidente de Zema.
Nos bastidores, ex-governador de Minas Gerais defendia o empresário Geraldo Rufino (Podemos), amigo pessoal, como vice. Mas a composição não avançou entre os dois partidos, uma vez que Rufino deve disputar uma vaga ao Senado por São Paulo.
Durante o 10º Encontro Nacional do Novo, em São Paulo, Zema chegou a citar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) como possível vice. No entanto, horas depois, Michelle descartou a hipótese. “Não há nenhuma chance de isso acontecer“, afirmou. Em meio à indefinição, Zema afirmou que a escolha para vice vai acontecer após a convenção da legenda.
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Michelle e a disputa pelo Senado
Embora bem posicionada em sondagens eleitorais no Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ainda não bateu o martelo sobre oficializar uma candidatura ao Senado Federal pelo DF.
Uma definição de Michelle envolve disputas políticas e familiares dentro do Partido Liberal (PL). Ainda que esposa de Jair Bolsonaro (PL) não tenha falado sobre tal candidatura oficialmente, seu nome na corrida ao Senado já é dada como certa por integrantes do partido — a escolha seria do próprio ex-presidente.
Nas últimas semanas, o futuro político de Michelle pareceu incerto depois que a ex-primeira-dama tornou pública desavenças com os enteados por decisões políticas do PL. Em meio à tensão dentro da legenda, ela deixou a liderança do PL Mulher.
Michelle Bolsonaro também já sinalizou que não vai participar da convenção do PL, ocasião em que será oficializada a candidatura de Flávio Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto.
MG segue indefinido para PL com Cleitinho
O senador Cleitinho (Republicanos) também não decidiu se vai disputar o governo de Minas Gerais. Enquanto adia a decisão, partidos e lideranças do campo conservador suspenderam negociações e aguardam a definição do cenário no estado.
O parlamentar é considerado um nome forte para o campo conservador entre o eleitorado mineiro e tem recebido investidas do PL para ser o candidato apoiado pela legenda em Minas. Sua indefinição, contudo, atrapalha a estratégia nacional do PL e de Flávio Bolsonaro.
Além do segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é um “termômetro” para a disputa presidencial já que, tradicionalmente, o presidenciável mais votado no estado converge com o candidato eleito para assumir da Presidência da República.
Se Cleitinho desistir da corrida ao governo, o PL já trabalha com alternativas.
O empresário Flávio Roscoe, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), voltou a ser citado nos bastidores como possível nome para fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro no estado. Filiado ao PL desde março, Roscoe se reuniu recentemente com o senador para discutir estratégias de apoio à pré-campanha em Minas Gerais.
PSD segue sem chapa no PR
O Partido Social Democrático (PSD) também segue definição para a disputa ao governo no Paraná. Nos últimos meses, a legenda elencou deputado federal Sandro Alex (PSD-PR) para concorrer ao Palácio Iguaçu. A chapa do pré-candidato, contudo, ainda sem a escolha de um vice-governador.
As definições no estado se esbarraram ainda na corrida ao Palácio do Planalto, já que o então governador paranaense, Ratinho Jr. (PSD), era um dos cotados para disputar a presidência pelo PSD. O partido, contudo, escolheu o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) como pré-candidato à presidência.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Carinne Souza.

