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Miss Brasil contesta perda do título, cita contrato e defende maternidade em concursos

Miss Brasil contesta perda do título, cita contrato e defende maternidade em concursos

Exclusivo Miss Brasil contesta perda do título, cita contrato e defende maternidade em concursos

Em entrevista exclusiva ao portal LeoDias, Lara Marina diz que não encontrou no contrato uma proibição expressa à gestação e defende que gravidez não deveria invalidar o reinado de uma miss

Miss Lara Marina (Crédito: Reprodução Instagram)

A Miss Brasil Supranational 2026, Lara Marina, afirmou em entrevista exclusiva ao portal LeoDias que não encontrou, no contrato firmado com a organização do concurso, uma cláusula que proibisse expressamente a gravidez durante o período de seu reinado. A modelo, de 20 anos, perdeu o título após a organização tomar conhecimento de que ela estava gestante.

Segundo Lara, ela e a família analisaram o documento e não identificaram uma determinação que impedisse a gestação ao longo dos dois anos previstos para o vínculo. A modelo também afirmou que, após a destituição, questionou a organização sobre qual obrigação contratual teria sido descumprida, mas ainda não recebeu essa informação.

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Miss Lara MarinaCrédito: Reprodução Instagram Miss Lara MarinaCrédito: Reprodução Instagram Miss Lara MarinaCrédito: Reprodução Instagram

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“Bom, eu não sei, mas nós fomos atrás, perguntamos, questionamos a eles, e essas informações ainda não chegaram até a gente”, disse.

A modelo explicou que assinou o contrato antes de descobrir a gestação e que, naquele momento, não estava grávida. Segundo ela, a leitura feita posteriormente do documento não apontou uma restrição específica relacionada à gravidez.

“Explícitamente, eu e minha família não encontramos uma cláusula que dissesse isso. Assinamos um contrato, e quando assinei esse contrato, eu não estava grávida. Então a partir disso, não tem algo que eu entenda que não possa engravidar nesse período de 2 anos”, constatou.

O Concurso Nacional de Beleza (CNB), responsável pelo concurso nacional, afirmou publicamente que a decisão de retirar Lara do posto ocorreu em razão de descumprimentos contratuais. A organização, porém, não apontou para a modelo cláusula específica que proibisse a gravidez ou o que ela teria violado.

De acordo com Lara, a organização realizou reuniões internas antes de comunicar a decisão. Ela contou que foi procurada cerca de uma semana após o retorno da Polônia, onde havia disputado o Miss Supranational e conquistado o terceiro lugar.

“Eu fui comunicada uma semana depois, com algumas reuniões que eles tiveram em equipe, a equipe do concurso nacional, e aí me contataram, e conversaram comigo sobre, me perguntaram sobre a gravidez, mandei pra eles, e depois anunciaram que eu seria destronada”, contou.

Exames foram enviados à organização

Lara afirmou ainda que teve a oportunidade de encaminhar os exames que confirmaram a gestação antes da decisão final. Segundo ela, depois do envio, recebeu a informação de que seria destituída: “Eu enviei todos os exames que realizei pra eles, e aí através de uma reunião administrativa da parte deles, após enviar os exames, eles me informaram que eu seria destituída.”

A modelo também confirmou que recebeu uma ligação da equipe do concurso no mesmo período em que a informação sobre a perda do título foi divulgada na internet. Segundo Lara, durante a conversa foram mencionadas questões contratuais.

“Eles alegaram que haveria algumas questões contratuais que eu tinha rompido, e aí o que a gente apresentou pra eles foi a questão dos exames da gravidez, e a partir disso eles tomaram a decisão de que a minha representação como Miss Brasil não iria prosseguir”, revelou.

“Em pleno século 21”

Questionada pelo portal LeoDias se considera que uma mulher deveria perder um título de beleza por engravidar em 2026, Lara afirmou que não concorda com esse entendimento. Para ela, a gestação não deveria ser utilizada para invalidar a trajetória de uma mulher em um concurso.

“Bom, eu acredito que não, porque em pleno século 21, em um mundo tão evoluído o quanto nós estamos, eu acredito que isso não seja algo pra invalidar o poder de uma mulher, o poder feminino. Então que isso seja algo pra emancipar ainda mais e elevar uma mulher. E diante dos concursos, eu acredito também que isso não seja algo pra invalidar, porque a gente vê exemplos disso ativos hoje em dia, como mães finalizando seus ciclos, com bebê no colo, ou até mesmo gerindo uma vida”, declarou.

Lara também afirmou que esperava uma condução diferente por parte da organização depois de sua participação no concurso internacional. Na Polônia, ela terminou a competição entre as três primeiras colocadas.

“Eu esperava sim, porque depois de toda representatividade que a gente teve lá fora, depois de trazer um incrível top-3 pro nosso Brasil de volta, isso foi algo que e acreditei que iria suprir todas essas questões, então foi uma questão que eles trouxeram até mim, e eu de fato respeito”, pontua.

Apesar disso, a modelo admitiu ter ficado chateada com a forma como perdeu a faixa: “Bom, respeitada eu não sei, mas chateada sim de certa forma, porque a gente trabalha muito por esse título, então é o que realmente importa no final.”

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Guilherme Silva.

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