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Moradores do bairro Florentino compram água em Sena Madureira após falhas no abastecimento

A falta de abastecimento virou realidade para diversas famílias neste fim de semana. Diante das constantes falhas no fornecimento de água potável, moradores afirmam que precisaram recorrer à compra de água para garantir atividades básicas como cozinhar, tomar banho e realizar a limpeza da casa.

Segundo relatos da comunidade, o abastecimento realizado pelo Governo do Estado, por meio do Saneacre, tem ocorrido de forma irregular. Em alguns imóveis, a água chega com pressão muito baixa, impedindo o enchimento das caixas d’água.

Um dos moradores contou que o problema se repete frequentemente e compromete a rotina das famílias.

“Passa de três a quatro abastecimentos sem cair água como deveria. Com isso, o jeito que tem é a gente comprar. Ou compra, ou fica sem água até mesmo para tomar banho”, relatou.

Atualmente, o fornecimento por caminhão-pipa custa cerca de R$ 60 por mil litros, um gasto que pesa no orçamento de muitas famílias, especialmente durante o período de estiagem.

Além do bairro Florentino, moradores dos bairros Juruá e Nenê das Neves também relatam dificuldades semelhantes no abastecimento de água.

Com as altas temperaturas registradas na região durante o verão amazônico, o consumo de água aumenta significativamente, tornando o fornecimento regular ainda mais essencial para a população.

Moradores defendem que o sistema de distribuição do Saneacre precisa receber novos investimentos para ampliar sua capacidade operacional e reduzir as interrupções no abastecimento.

Enquanto uma solução definitiva não é implementada, a principal reivindicação da comunidade é que o poder público disponibilize caminhões-pipa para atender os bairros mais afetados, minimizando os impactos da falta de água nas residências.

Até o momento, não houve manifestação pública do Saneacre sobre a situação relatada pelos moradores.

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