Faleceu nesta quinta-feira (24), aos 62 anos, o cartunista e cronista Francisco Braga, no município de Casimiro de Abreu, no Rio de Janeiro. O artista enfrentava um câncer de próstata e estava acompanhado pela família. Sua partida encerra uma marcante trajetória de mais de três décadas dedicadas ao jornalismo, às artes visuais e à cultura do Acre.
Natural de Fortaleza (CE), Braga mudou-se para o Acre em 1992, estado que adotou como lar e fonte de inspiração profissional. Ele iniciou sua caminhada na imprensa local no Complexo de Comunicação O Rio Branco e atuou nas redações de diversos veículos acreanos. Com traço marcante, humor ácido e olhar crítico refinado, retratou a política, o cotidiano e os conflitos sociais da região por meio de charges e crônicas memoráveis, garantindo prêmios e amplo reconhecimento da categoria.
Legado nas artes e na literatura acreana
Ao longo de 34 anos de carreira, Braga eternizou parte importante do acervo histórico e político regional em publicações impressas. Entre suas obras lançadas em livro estão Crônicas do Cartunista Francisco Braga e História Desenhada – 10 anos de charges do Braga, que reuniram uma década de acontecimentos marcantes sob seu olhar artístico.
Nos últimos anos, o cartunista intensificou a produção literária e reflexiva. Desde 2024, ele assinava a coluna semanal “Porque hoje é Sábado”, no portal ac24horas, onde compartilhava crônicas, poesias, memórias e ilustrações. Em sua última publicação no site, Braga registrou relatos sobre o período de internação hospitalar, despedindo-se dos leitores no espaço onde manteve diálogo constante com o público.
Francisco Braga deixa uma contribuição histórica para o jornalismo cultural do estado, imortalizada em centenas de desenhos, textos e registros da identidade acreana.
