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Morre, aos 80 anos, o procurador de Justiça aposentado Nilo Figueiredo Maia

Homenagem ao procurador de Justiça aposentado Nilo Figueiredo Maia, ex-procurador-geral do MPAC.

Homenagem ao procurador de Justiça aposentado Nilo Figueiredo Maia, ex-procurador-geral do MPAC.

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e a comunidade jurídica acreana estão em luto. Morreu na manhã desta quarta-feira (16), em Rio Branco, aos 80 anos, o procurador de Justiça aposentado Nilo Figueiredo Maia, ex-procurador-geral de Justiça e uma das figuras mais emblemáticas da história da instituição no estado.

Nilo Maia estava internado no Hospital Santa Juliana, na capital, onde passou por uma intervenção cirúrgica na terça-feira (15) devido a complicações decorrentes de um câncer no intestino. Após o procedimento, ele foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu ao agravamento do quadro de saúde.

O velório foi confirmado para ter início às 12h desta quarta-feira, no Cemitério Morada da Paz, em Rio Branco, onde familiares, amigos e autoridades prestam as últimas homenagens.

Trajetória e liderança no MPAC

Natural de Rio Branco, Nilo Figueiredo Maia ingressou na carreira jurídica do MPAC em 1984 como promotor de Justiça. Ao longo dos anos, ascendeu ao cargo de procurador de Justiça e alcançou a liderança da instituição em 1992, quando assumiu como procurador-geral de Justiça do Acre.

Sua gestão ficou marcada pelo combate à criminalidade e pela atuação institucional na consolidação do estado nas décadas de 1980 e 1990, fornecendo inclusive dados essenciais para debates nacionais no Congresso Nacional sobre o enfrentamento a homicídios e ações de pistolagem na Amazônia.

Além de sua liderança no Ministério Público, presidiu a Associação do Ministério Público do Acre (Ampac) entre 1996 e 1998. Em 2013, recebeu a Comenda do Cinquentenário do MPAC em reconhecimento à sua dedicação.

Entre suas honrarias públicas destaca-se a Medalha do Mérito Plácido de Castro, outorgada pela Polícia Militar. Anos depois, em 2018, a mesma medalha foi concedida ao seu filho, Carlos Roberto da Silva Maia, que também trilhou a carreira no MPAC e atua como procurador-geral adjunto Administrativo da instituição.

Após a aposentadoria no MPAC, Nilo Maia dedicou-se ao exercício da advocacia. Ele deixa esposa, três filhos, quatro netos e um legado permanente no Direito acreano.

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