Belo Horizonte – A destinação de uma emenda parlamentar de R$ 5 milhões do deputado federal Eros Biondini (PL-MG) ao Instituto Terra e Trabalho (ITT) é alvo de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) para apurar possíveis irregularidades nos repasses. O parlamentar afirmou que pede para que suas emendas sejam fiscalizadas por órgãos de controle.
O ITT é ligado a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) é uma das entidades sindicais investigadas por possíveis irregularidades nas cobranças de benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Todas as minhas emendas são bem destinadas e eu sou o primeiro a querer que sejam bem fiscalizadas e executadas. Inclusive tenho um projeto de lei que prevê punição às instituições e prefeituras que fizerem mal uso de recursos oriundos de emendas parlamentares”, afirmou ele ao Metrópoles.
Os recursos enviados pelo parlamentar tinham como objetivo financiar um projeto de melhoramento genético bovino, como inseminações artificiais, em diferentes regiões de Minas Gerais.
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do Metrópoles
O deputado afirmou que o relatório da Polícia Federal (PF) não aponta qualquer irregularidade sobre a sua conduta, voltou a destacar que busca de forma espontânea o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) para que garantam que os recursos foram usados corretamente.
Ligação da família com a ITT
Em julho, a Polícia Federal fez um relatório que aponta que a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), que atua em parceria com o ITT, repassou, de 2021 a 2022, R$ 60 mil para a deputada estadual Chiara Biondini (PL-MG), filha de Eros.
À época, Chiara afirmou que foi contratada como assessora da presidência da Conafer devido a seus estudos em administração. Apesar da citação, nem Eros nem Chiara foram indiciados pela Polícia Federal (PF) naquele momento.
A investigação apontou que os pagamentos feitos a deputada estadual foram usados para chantagear Eros. Mensagens apontam que Carlos Roberto e Vinícius Ramos, líderes da organização criminosa, pagaram a parlamentar para que ela não fizesse nada.
Após o apoio de Eros a investigação dos casos do INSS, o parlamentar teria sido pressionado pelo deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) pelo dinheiro que sua filha vinha recebendo.
Leia a nota do deputado Eros Biondini na íntegra:
Felizmente, o relatório e o inquérito da Polícia Federal não apontaram qualquer irregularidade na conduta do deputado Eros Biondini.
Desde o início, o parlamentar foi o primeiro a procurar espontaneamente o Ministério Público, o TCU e a AGU, justamente para assegurar que os recursos por ele indicados fossem integralmente e corretamente aplicados. Embora não seja responsável pela execução dos recursos, fez questão de acompanhar de perto sua destinação, inclusive presencialmente, junto aos pequenos produtores rurais beneficiados.
As emendas foram indicadas de forma legítima e motivada, dentro de uma área que Eros Biondini apoia desde seu primeiro mandato. Quanto à atuação do parlamentar, portanto, não foi constatada qualquer irregularidade pela Polícia Federal.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thiago Bonna.

