Nos últimos dias, a empresa privada foi alvo críticas nas redes em razão do mau funcionamento das linhas. Um dos casos mais polêmicos foi o incêndio no vagão de um trem da Linha 12-Safira que obrigou os passageiros a caminharem nos trilhos entre as estações Tatuapé e Brás.
A investigação solicitou o histórico de ocorrências, as fiscalizações realizadas, as medidas adotadas após o apagão de 23 de julho e os relatórios sobre os problemas registrados desde o início da concessão. A concessionária também deverá informar quantas reclamações recebeu de passageiros e comprovar a contratação de seguro de responsabilidade civil.
A pasta também inclui a averiguação da atuação da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e da Secretaria de Transportes Metropolitanos na fiscalização da concessão.
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A promotora do caso afirma que o inquérito foi aberto em razão das denúncias encaminhadas ao MPSPa relatando uma sequência grave de falhas logo após o início da operação assistida da concessionária.
Dentre as denúncias, estão paralisações, superlotação, panes em catracas, interrupção no fornecimento de energia, princípio de incêndio, passageiros caminhando sobre os trilhos e acionamento do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE).
Além disso, foi constatado um aumento de 275% nas ocorrências registradas na Linha 11-Coral em relação ao mesmo período do ano anterior, mesmo já passando por alguns problemas operacionais sob a administração CPTM. Diante desse histórico, o MPSP entendeu que é necessário apurar a qualidade dos serviços prestados, tanto pela gestão estatal, quanto pela concessão privada.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Nicole Braga.

