Em meio à escalada de violência e crimes provocados por pessoas em situação de rua no Distrito Federal, uma jornalista foi assaltada após ser abordada por um morador de rua no domingo (9/8), enquanto caminhava pelo Setor de Rádio e Televisão Norte (SRTVN), na Asa Norte (DF).
“Foi no domingo. Eu estava mexendo no celular na rua e fui abordada”, contou ao Metrópoles. A vítima ficou machucada, teve alguns dedos das mãos quebrados e precisou ser afastada do trabalho.
O caso está sendo investigado pela 5ª Delegacia de Polícia (Área Central). A unidade policial vai requisitar imagens de câmeras de segurança instaladas na região onde ocorreu o crime e tentar identificar o autor do roubo e da agressão.
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Crimes cometidos por pessoas em situação de rua
Nos últimos dias, foram registrados vários delitos envolvendo pessoas em situação de rua. Na última sexta-feira (7/8), o zelador de um prédio na Asa Norte foi agredido a pauladas e precisou passar por cirurgia.
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do Metrópoles
Além desse caso grave, na última terça-feira (11/8), um homem em situação de rua invadiu um prédio na Asa Sul e fez uma idosa, de 95 anos, refém. Ele foi morto logo depois. Um outro homem, na mesma condição, também chegou a furtar uma conveniência na Asa Norte (DF).
Para tentar estancar o número de casos envolvendo as pessoas em situação de rua, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o governo já colocou em prática o protocolo para internação involuntária de pessoas em situação de rua nos casos previstos na legislação.
Segundo ela, a medida agora conta com respaldo legal e um fluxograma que define a atuação integrada das forças de segurança, da saúde e da assistência social. Ela ainda reforçou que o GDF não vai recuar da ideia de transferir o Centro POP da Asa Sul. “Vamos enfrentar o problema de frente.”
De acordo com a chefe do Executivo local, um dos principais problemas enfrentados até então era a falta de um procedimento padronizado para atender às ocorrências envolvendo moradores de rua com transtornos mentais graves ou em situação de vulnerabilidade extrema.
“Pela primeira vez, temos lei e fluxograma. Antes, a Polícia Militar, muitas vezes, tinha receio de abordar, não sabia como proceder diante de casos graves. Agora, todos os órgãos sabem exatamente o que fazer”, afirmou Celina ao Metrópoles.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Saulo Araújo.

