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Mulheres querem mais tecnologia no combate ao feminicídio, aponta pesquisa

Mulheres querem mais tecnologia no combate ao feminicídio, aponta pesquisa
Imagens de câmera de segurança

Pesquisa da Quaest em parceria com a Pax, empresa brasileira do setor de segurança pública, pediu aos entrevistados que apontassem, entre 13 áreas, aquela em que a tecnologia mais poderia ser útil. Entre as mulheres, a mais citada foi o combate ao feminicídio e à violência contra a mulher, com 18%, à frente da busca por pessoas desaparecidas (10%). As demais 11 áreas ficam entre 2% e 8%. Entre os homens, o tema aparece com 10%, atrás do combate a facções criminosas (12%).

As mulheres também percebem mais o avanço da violência: 76% dizem que ela aumentou muito nos últimos dois anos, ante 63% dos homens. E avaliam pior o trabalho da polícia no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher: 45% o consideram negativo, contra 33% dos homens. 

Entre elas, 93% acreditam que câmeras ligadas a ferramentas de inteligência artificial podem ajudar nessa frente. No conjunto da população, 86% são favoráveis ao uso de ferramentas de inteligência artificial na segurança pública, e os contrários são apenas 9%: 5% se dizem totalmente contra e 4%, mais contra do que a favor.

O apoio à tecnologia não exclui outras frentes. Educar melhor e dar mais oportunidade aos jovens é considerado uma forma efetiva de melhorar a segurança pública por 93%, o mesmo percentual das câmeras de monitoramento integradas à IA e ao trabalho policial.

O levantamento entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre 12 e 15 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para o total e de 3 pontos para cada sexo, com nível de confiança de 95%.

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do Metrópoles


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Matheus Leitão.

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