A cidade de Ceuta, pertencente à Espanha e situada no norte da África, está passando uma crise migratória e sobrecarga de serviços após milhares de pessoas vindas de Marrocos e Argélia chegarem ao município e forçarem a entrada.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma multidão de imigrantes chegando a Ceuta. Grande parte tenta chegar ao território espanhol a pé, a nado ou apoiados por bóias.
Veja:
Na quarta-feira (29/7), o presidente de Ceuta, Juan Vivas, afirmou que cerca de 1.500 pessoas chegaram a Ceuta nas últimas duas semanas, por volta de 200 por dia. Segundo Vivas, os centros de acolhimento “não têm espaço para mais ninguém”.
O político ainda enfatizou que o número de mortos no mar superou 60 pessoas nos últimos 12 meses.
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do Metrópoles
Estado de emergência?
O governo de Ceuta pediu ao governo federal espanhol, nesta quinta-feira, as seguintes medidas:
- A declaração de emergência nacional;
- O reforço dos corpos de segunraça do estado e o emprego do Exército para garantir a inviolabilidade da fronteira
- O fechamento da fronteria.
“Se o fluxo diário de pessoas se mantiver o mesmo, poderemos chegar a cerca de 300 pessoas por dia, o que significa 3.000 em dez dias. Assim, já estaríamos nos números de maio de 2021”, disse o presidente de Ceuta nesta quinta, citado pela emissora estatal espanhola RTVE.
🚨#ÚLTIMAHORA | #CEUTA
La situación en Ceuta está completamente descontrolada.
Desde JUPOL, sindicato mayoritario de la Policía Nacional, llevamos días alertando y denunciando la grave crisis que se estaba gestando en la ciudad autónoma. Hoy, lamentablemente, se confirma lo que… pic.twitter.com/1AZAvbuRiO
— JUPOL (@JupolNacional) July 30, 2026
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que está disponibilizando “todos os recursos necessários, trabalhando com as autoridades marroquinas e internacionais, e preparando as medidas necessárias para recuperar a normalidade o mais rápido possível”.
O governo espanhol, porém, descartou declarar emergência nacional, segundo a RTVE, pois não considera fluxos migratórios como um risco para o Sistema Nacional de Proteção Civil.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Pedro Areal.

