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Músico de GO que estava em lancha que pegou fogo: "Está todo mundo estável"

Músico de GO que estava em lancha que pegou fogo: "Está todo mundo estável"
Material cedido ao Metrópoles

O engenheiro civil e compositor Thawan Alves estava entre as pessoas que estavam na lancha que pegou fogo na tarde de domingo (20/9), no Lago Paranoá (DF). Morador de Goiânia (GO), ele afirmou que as vítimas estão estáveis e relatou os momentos de tensão após o acidente.

Veja vídeo:

“Foi um barulho, uma explosão, e todo mundo já saiu pulando da lancha e tentando se segurar ali na beira. A gente não estava no fundo. As queimaduras que o pessoal sofreu foi por conta da explosão, não por ter ficado lá dentro mais tempo”, afirmou.

“Alguns amigos sofreram algumas queimaduras mais sérias, precisaram de atendimento. Mas já está todo mundo bem. Já falei com todo mundo. Está todo mundo estável na medida do possível, porque é muito dolorido esse tipo de situação, de queimadura”, complementou.

Thawan contou que apesar do susto, não teve nenhum tipo de ferimento. O acidente deixou quatro pessoas gravemente feridas, mas todas receberam alta do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) ao longo dessa semana.

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do Metrópoles DF

“Todo mundo perdeu o telefone, algumas pessoas tiveram queimaduras. Eu não tive nenhum tipo de ferimento, mas alguns amigos tiveram. Eu estava prestando ajuda lá no hospital, todo mundo estava incomunicável. Não tinha muito o que fazer pra avisar, ninguém sabia o número de ninguém de cor e todo mundo perdeu todos os celulares que estavam no barco”, explicou.

Segundo Thawan, o grupo estava no início do passeio quando ocorreu o acidente. Ele afirmou que ninguém havia ingerido bebida alcoólica naquele momento e que a embarcação era conduzida por profissionais.

Relembre o acidente

Passageira relata falha no motor

Outra ocupante da embarcação, Kênia Alves, contou ao Metrópoles que havia saído de Goiânia com duas amigas para passar o fim de semana em Brasília e que foram convidadas para participar do passeio de lancha.

Segundo Kênia, o motor apresentou uma falha pouco depois do início do passeio e que o condutor tentou ligar novamente a embarcação e recebeu a ajuda de outra pessoa.

“A lancha travou e não queria mais ligar, desligou o som, desligou tudo. E aí depois subiu uma outra pessoa para ajudar a ligar o motor e aí eles foram tentar ligar de novo o motor”, contou.

Kênia disse ainda que a explosão atingiu justamente a região onde ela e as amigas estavam sentadas e que depois desse momento todos começaram a pular no Lago Paranoá para tentar fugir das chamas.

“Ficou todo mundo pegando fogo, foi assim um filme de terror mesmo. Foi horrível e muito ruim. No dia eu estava muito mal, eu nem conseguia falar direito. Eu pulei na água e as minhas amigas também começaram a pular. Estava todo mundo pegando fogo”, contou.

Kênia disse também ficou com queimaduras, principalmente na perna, e contou que chegou a desmaiar devido às dores.

Uma das amigas de Kênia também precisou ser internada no Hran e recebeu alta nessa terça-feira (22/9). Segundo a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), 13 pessoas envolvidas no acidente foram atendidas pela unidade e quatro vítimas chegaram a ficar internadas, sendo dois homens e duas mulheres.

A moradora de Goiânia Carol Amoreth contou que foi convidada por um dos donos da lancha para realizar o passeio e levou duas outras amigas.

“Seria a primeira vez que eu ia andar de lancha. Eu sempre ia em Brasília porque eu tenho parentes, mas a passeio assim para curtir foi a primeira vez”, contou.

Segundo Carol, devido aos ferimentos causados pelas queimaduras, ela terá que fazer acompanhamento médico.

“O nosso cabelo está todo queimado, cortei o meu cabelo hoje”, disse.

Médica teve 50% do corpo queimado

A médica goiana Maize Oliveira, de 34 anos, é uma das vítimas do acidente. A dermatologista teve cerca de 50% do corpo queimado e está internada em Goiânia (GO).

Conforme informações divulgadas por familiares, Maize está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Queimaduras.

Apesar da gravidade dos ferimentos, o quadro de saúde dela é considerado estável. Ela deve passar por dois procedimentos cirúrgicos nos próximos dias para tratar queimaduras.

Grupo era de Goiânia

O grupo que estava na lancha que pegou fogo era de Goiânia (GO) e havia viajado ao Distrito Federal para passar o fim de semana. Segundo os relatos, os integrantes não se conheciam previamente, e a embarcação era conduzida por um profissional contratado e habilitado.

Uma das pessoas que estava na lancha relatou que ajudou na tentativa de dar partida na embarcação antes do incêndio.

Segundo ela, a lancha é de 2015, estava com a documentação regular e tinha extintor de incêndio e os equipamentos necessários, aparentando estar em condições adequadas de funcionamento.

A coluna Na Mira apurou que a lancha apresentou falhas durante sucessivas tentativas de ligar o motor antes da explosão. Uma testemunha relatou ainda ter percebido fumaça na região onde eram feitas as tentativas de dar partida na embarcação.

Segundo o relato, foram feitas sucessivas tentativas de ligar o motor da lancha, mas sem sucesso. Diante da dificuldade, a embarcação teria sido abastecida com combustível transportado em um galão, mas mesmo assim, o motor não funcionou.

Na sequência, uma pessoa que aparentava trabalhar na marina teria se aproximado para ajudar o piloto a colocar a embarcação em funcionamento.

Após novas tentativas, ocorreu uma explosão seguida de incêndio. Segundo o relato, as chamas teriam começado na parte traseira da lancha, nas proximidades da pia, onde estava uma das vítimas que ficou gravemente ferida.

A testemunha afirmou ainda que percebeu fumaça na região onde eram feitas as tentativas de ligar o motor. Instantes antes da explosão, segundo ela, o piloto e o homem que o auxiliava deixaram a embarcação.

O enteado de um dos proprietários da embarcação relatou que chegou a utilizar a lancha na sexta-feira (18/9) e que não foi constatado qualquer anormalidade no funcionamento. A lancha estava na água desde quinta-feira (17/9).

Explosão e acidente

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 16h37 para atender à ocorrência, na altura do Setor de Clubes Sul.

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Uma equipe da Capitania Fluvial de Brasília, que realizava uma inspeção naval no Lago Paranoá, avistou a fumaça e chegou ao local por volta das 16h40. Os militares passaram a acompanhar a ocorrência e adotaram as providências de competência da Marinha.

O CBMDF combateu as chamas, e o incêndio foi extinto por volta das 18h. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) também prestou apoio no local.

Veja imagens:

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), as quatro vítimas tiveram queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. Outros dois pacientes foram encaminhados, a pedido, para hospitais da rede privada.

A embarcação transportava 15 pessoas e era conduzida por um profissional contratado.

A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial de Brasília (CFB), irá instaurar um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias e as possíveis causas do incêndio.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Luisa Rany.

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