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Nódulos na amamentação costumam ser benignos, mas exigem atenção

Nódulos na amamentação costumam ser benignos, mas exigem atenção
Bughdaryan/Unsplash

Durante a amamentação, o corpo da mulher passa por mudanças intensas. A produção de leite, a ação hormonal e o aumento da vascularização das mamas podem provocar o surgimento de caroços, áreas endurecidas e desconforto. Para muitas mães, sobretudo as de primeira viagem, essas alterações geram dúvida e medo de que possam indicar algo mais sério, como o câncer de mama.

Na maioria dos casos, no entanto, os nódulos que aparecem nesse período são benignos. Ainda assim, reconhecer os sinais de alerta é fundamental para buscar avaliação médica no momento certo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deve registrar cerca de 78,6 mil novos casos da doença por ano entre 2026 e 2028.

Nódulos são frequentes durante a lactação

A radiologista Andreia Brandão, do Núcleo de Mama do Alta Diagnósticos, no Rio de Janeiro, explica que o aparecimento de caroços durante a amamentação é esperado.

“A mama está em intensa atividade. O motivo mais frequente é o leite empedrado, chamado de ingurgitamento, ou a obstrução de um ducto”, afirma.

Outras situações comuns incluem a formação de galactoceles, que são cistos preenchidos por leite, e quadros inflamatórios, como a mastite. Além disso, nódulos benignos já existentes, como fibroadenomas, podem aumentar de tamanho nesse período por influência hormonal.

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do Metrópoles Saúde e Ciência

O que observar nos nódulos durante a amamentação

A principal forma de avaliar um nódulo é observar o comportamento dele ao longo do dia, especialmente após a amamentação. “Nódulos benignos tendem a mudar de tamanho, amolecer ou até desaparecer depois que a mama é esvaziada. Também costumam ser doloridos e podem vir com vermelhidão ou calor na pele”, explica Andreia.

Já os sinais que precisam de investigação costumam ter outro comportamento. Nódulos persistentes, endurecidos, que não diminuem de tamanho após a amamentação e, em geral, não provocam dor, merecem atenção, assim como alterações na pele da mama.

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“Quando o nódulo é irregular, endurecido e causa retração da pele ou do mamilo, aumenta a suspeita. A saída de secreção transparente ou com sangue também preocupa”, acrescenta o mastologista e ginecologista Alexandre Pupo Nogueira, membro do Núcleo de Mastologia do Hospital Sírio Libanês.

Segundo ele, caroços na axila, sem dor e com pouca mobilidade podem indicar comprometimento de gânglios. Há ainda formas mais raras de apresentação.

“Existe o carcinoma inflamatório, que deixa a mama vermelha, endurecida e espessa, sem dor ou febre. E a doença de Paget, que começa como uma ferida na aréola que não cicatriza”, detalha.

Exames podem ser feitos sem interromper a amamentação

Caso haja suspeita, a investigação pode ser feita sem interromper o aleitamento. A ultrassonografia é o primeiro exame indicado por não usar radiação.

“Se for necessário complementar com mamografia, também é seguro. A orientação é amamentar ou retirar o leite antes do exame para melhorar a qualidade da imagem”, afirma a radiologista.

A recomendação é não adiar a avaliação. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento eficaz e traz mais segurança para a mãe e o bebê.

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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação

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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença

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A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.

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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago

FG Trade/ Getty Images5 de 9

A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

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Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido

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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados

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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos

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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

DjelicS/ Getty Images

Amamentação ajuda a reduzir o risco de câncer

Apesar das dúvidas comuns nesse período, a amamentação também tem um efeito protetor contra o câncer de mama.

“O primeiro fator é hormonal, com níveis mais baixos de estrogênio durante o aleitamento. O segundo é a renovação das células da mama, que elimina unidades potencialmente alteradas”, explica Andreia.

Dados do Ministério da Saúde indicam que, a cada 12 meses de amamentação ao longo da vida, o risco da doença pode cair entre 4,3% e 6%.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ravenna Alves.

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