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Novo exame de DNA pode identificar câncer e doença hepática no início

Novo exame de DNA pode identificar câncer e doença hepática no início
Sebastian Kaulitzki/Science Photo Library/ Getty Images

De acordo com um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, em abril deste ano, um novo exame de sangue desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) pode ser, no futuro, um rastreador de múltiplos tipos de câncer, doenças hepáticas e sinais de danos a órgãos antes que eles se tornem mais difíceis de tratar.

O exame, chamado de MethylScan, utiliza uma tecnologia de baixo custo que é capaz de analisar fragmentos do DNA que circulam na corrente sanguínea por meio de uma única amostra.

Ele funciona da seguinte forma: é realizado um teste com foco na metilação do DNA, que reflete com precisão o estado de saúde dos tecidos, diferente de outras biópsias líquidas tradicionais.

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Assim, para eliminar o ruído de fundo causado pelas células sanguíneas, a equipe utilizou enzimas e um painel genômico para selecionar apenas o DNA metilado de órgãos sólidos, garantindo a sensibilidade do teste com menos sequenciamento. Isso traria uma economia, baixando o custo para cerca de 20 dólares por amostra.

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do Metrópoles Saúde e Ciência

Segundo a autora principal do estudo, Jasmine Zhou, professora de patologia, medicina laboratorial e pesquisadora do Centro Oncológico Abrangente Jonsson da UCLA Health, a detecção precoce dessas doenças é fundamental.

“As taxas de sobrevivência são muito maiores quando os cânceres são detectados antes de se espalharem. Se o câncer for identificado no estágio 1, os resultados são dramaticamente melhores do que no estágio 4”, destacou ao ScienceDaily.

Destaques do estudo

Testes analisaram amostras de pacientes saudáveis e com diferentes doenças

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram amostras de 1.061 pessoas, entre pacientes saudáveis e outros diagnosticados com diferentes doenças.

Com a ajuda de algoritmos de aprendizado de máquina, o método alcançou 98% de especificidade, detectando aproximadamente 63% dos cânceres em todos os estágios, inclusive 80% dos casos de tumores de fígado em pacientes de alto risco.

A ferramenta também permitiu que os pesquisadores entendessem a origem exata do sinal anormal e rastreassem qual órgão estava doente, orientando os médicos a realizar exames de imagem mais direcionados.

Em relação às condições hepáticas, o teste conseguiu classificar quase 85% das hepatites virais e distúrbios metabólicos, o que, num futuro próximo, pode diminuir a necessidade de biópsias invasivas no órgão.

Apesar dos resultados positivos, os autores acreditam que ainda sejam necessárias pesquisas prospectivas e de maior porte para validar o rastreamento no mundo real. No entanto, as descobertas representam um avanço em direção à obtenção de um teste universal para detectar precocemente essas doenças.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ailton Oliveira.

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