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Número de mortos após terremoto na Colômbia sobe para 294

Governo da Colômbia declara emergência econômica após terremoto
Samir Rojas/Getty Images

O número de mortos pelo terremoto que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10/8) chegou a 294, de acordo com a Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD). Milhares de colombianos vivem em acampamentos enquanto as equipes de resgate procuram sobreviventes entre os escombros.

Os efeitos do terremoto de magnitude 7,4 têm sido o primeiro grande teste do presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há uma semana e agora comanda as ações de socorro e reconstrução.

Neste sábado (15/8), Espriella informou, por meio das redes sociais, que falou por 10 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, Trump apresentou condolências, e o colombiano aproveitou a oportunidade para pedir a suspensão temporária das tarifas sobre produtos do país para ajudar empresários.

“Hoje, mais do que nunca, a aliança entre a Colômbia e os Estados Unidos é essencial para a reconstrução de nossa amada nação”, escreveu De la Espriella no X.

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do Metrópoles

Terremoto na Colômbia

Desaparecidos

De acordo com a UNGRD, 320 pessoas seguem desaparecidas, além de que, até o momento, são 3.935 pessoas feridas, 14.493 casas destruídas e 81.506 casas danificadas.

Segundo o capitão do corpo de bombeiros, Alberto Hernández, a retirada dos corpos deve ser concluída até este domingo (16/8). Depois disso, as equipes começam a usar maquinário pesado para remover os escombros.

Em Cali, terceira maior cidade do país, com mais de 2 milhões de habitantes, os socorristas trabalham em um conjunto formado por quatro torres de cinco andares, cada uma. Eles não sabem dizer quantas pessoas ainda podem estar sob a estrutura.

A janela de 72 horas, período em que há maior probabilidade de localizar um sobrevivente, se fechou na manhã de quinta-feira (13/8). Ainda assim, as equipes não descartam a possibilidade de encontrar alguém com vida e dizem que vão trabalhar até que todas as alternativas se esgotem. Nenhum sinal de vida humana foi encontrado no local, recentemente.

Falta de cobertores e comida em abrigos

Em Pereira, na região cafeeira do país, centenas de pessoas passaram a noite em colchonetes ou barracas em um abrigo improvisado em um parque. Os coordenadores relatam falta de cobertores, barracas, produtos de higiene e alimentos.

Centenas de pessoas dormem ao relento em abrigos e aguardam para saber se os prédios atingidos correm risco de desabar. Em Medellín e Bogotá, milhares de pessoas foram a centros de doação entregar alimentos, roupas e remédios para as áreas mais atingidas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Laura Braga.

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