Deparar-se com um enxame de abelhas pode ser uma experiência assustadora, e o medo, muitas vezes, leva a atitudes impensadas que colocam vidas em risco. Para orientar a população sobre como agir de forma correta e evitar desfechos perigosos, o professor e biólogo de campo e resgate de fauna Danilo Dantas detalha quais comportamentos devem ser evitados e explica as regras básicas de segurança a serem seguidas ao cruzar com esses insetos.
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Segundo o especialista, a primeira conduta fundamental é manter a calma. “Não entre em pânico, movimentos bruscos e gritos podem assustar as abelhas”, alerta Dantas. “A orientação é afastar-se lenta e calmamente do local, buscando manter uma distância de pelo menos 30 a 50 metros, além de avisar e orientar outras pessoas nas proximidades — com atenção redobrada a idosos e crianças.”
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do Metrópoles Vida & Estilo
O que nunca se deve fazer
Atitudes impulsivas ou tentativas caseiras de remoção são as principais causas de acidentes graves. O biólogo destaca o que jamais deve ser feito:
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Nunca espante, bata ou jogue objetos no enxame: abelhas defensivas liberam um feromônio que alerta todo o grupo para o perigo, desencadeando um ataque em massa;
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Não grite: vibrações sonoras altas irritam os insetos;
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Não use aspirador de pó, água, inseticida ou fogo: tentar esses métodos por conta própria é extremamente perigoso e só serve para enfurecer o enxame, agravando drasticamente a situação;
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Não se aproxime para tirar fotos ou filmar: manter distância é indispensável para a integridade física.
O especialista diferencia um enxame de uma colmeia. O enxame é um grupo com uma rainha que deixou a colmeia original em busca de um novo lar; é parecido com uma “bola” de abelhas pendurada, está temporariamente parado e costuma ser mais calmo por não ter mel ou crias para defender.
Já a colmeia estabelecida ocorre quando os insetos se instalam em cavidades como paredes, ocos de árvores, forros ou churrasqueiras, construindo favos e armazenando mel, o que as torna “extremamente mais defensivas porque têm algo a proteger”, segundo o biólogo Danilo Dantas.
Como identificar o perigo e o que fazer em caso de ataque
Caso as abelhas estejam agitadas e próximas, a recomendação é proteger o rosto e as vias respiratórias cobrindo o nariz e a boca com as mãos ou uma peça de roupa. Se ocorrer uma perseguição, Dantas orienta:
“A perseguição é rara, mas pode acontecer. Nesse caso, não corra em linha reta. Fugir em zigue-zague entre árvores, arbustos ou carros, se estiver em uma área urbana, ajuda a confundir os insetos. Procurar abrigo dentro de um carro ou prédio é a melhor opção”.
Assegurada a proteção pessoal, a atitude seguinte deve ser acionar ajuda profissional ligando para o Corpo de Bombeiros (193) — que em muitas cidades possui treinamento específico —, para a Defesa Civil (199) ou para apicultores locais. Dantas conclui reforçando que, embora a prioridade absoluta seja a preservação da vida humana, as abelhas desempenham um papel ecológico vital como polinizadoras e estão em declínio populacional, devendo ser protegidas sempre que possível.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Camila Santos.

