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Esquema de contrainteligência: policial federal é investigado por vazar operações sigilosas no Acre

Equipes da Polícia Federal em deslocamento durante cumprimento de mandados da Operação Umbra no Acre

Equipes da Polícia Federal em deslocamento durante cumprimento de mandados da Operação Umbra no Acre.

Uma estrutura clandestina de vazamento de informações sigilosas instalada no coração das forças policiais foi desmantelada pela Polícia Federal durante a deflagração da Operação Umbra. Um policial federal em exercício e um ex-funcionário terceirizado da instituição são apontados pelas investigações como os operadores do esquema de contrainteligência que alertava os alvos sobre o cumprimento de ordens judiciais relativas à Operação Ptolomeu no Acre.

As apurações demonstraram que o grupo acompanhava de forma contínua as rotas de viaturas, agendas de operações e dados sigilosos do sistema policial. O objetivo era antecipar a chegada dos agentes, permitindo a ocultação de provas e prejudicando a eficiência das decisões proferidas pelo Poder Judiciário.

A Operação Umbra foi deflagrada de forma simultânea à quarta fase da Operação Ptolomeu, que mira o desvio de recursos públicos em obras estaduais, lavagem de dinheiro e direcionamento de contratos de licitação.

R$ 1 milhão apreendido, prisões e punições do STJ

Ao todo, os agentes federais deram cumprimento a 28 mandados judiciais nas cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, além de endereços nos municípios de Maringá (PR) e Navegantes (SC). Durante as diligências, três alvos acabaram presos em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo.

Os policiais também efetuaram o recolhimento de aproximadamente R$ 1 milhão em espécie que estava sob o domínio de parte dos investigados.

Por ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi determinado o bloqueio e o sequestro de valores para garantir o ressarcimento do erário. Além disso, os investigados foram submetidos a uma série de medidas cautelares rigorosas:

Os envolvidos na trama criminosa responderão por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude a licitações, lavagem de capital e obstrução às investigações contra o crime organizado.

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