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Opinião: No ar em “Jogada de Risco”, Maurício Mattar foi o Cauã Reymond dos anos 90

Opinião: No ar em “Jogada de Risco”, Maurício Mattar foi o Cauã Reymond dos anos 90

Opinião: No ar em “Jogada de Risco”, Maurício Mattar foi o Cauã Reymond dos anos 90

Reencontro entre os dois galãs na série do Globoplay mistura nostalgia, memória afetiva e admiração

*As informações contidas neste texto são de responsabilidade dos colunistas e não expressam necessariamente a opinião do portal LeoDias.

Cauã Reymond e Maurício Mattar em “Jogada de Risco” (Reprodução/Globo)

Há um momento curioso em “Jogada de Risco”. Não é uma grande cena de ação, nem um plot twist. É simplesmente quando Maurício Mattar aparece em cena ao lado de Cauã Reymond. E, de repente, a memória da televisão faz o resto.

Assistindo à série, me peguei pensando que o Maurício Mattar foi, nos anos 90, exatamente o que o Cauã Reymond representa para a TV de hoje. O galã que despertava suspiros, estampava capas de revista, dominava as novelas e fazia muita gente ligar a televisão só para vê-lo aparecer. Para quem tinha 12 anos, como eu, isso tem um significado especial.

Carla Bittencourt

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Meu crush atendia pelo nome de Leonardo Pontes, de “Pedra Sobre Pedra”. Enquanto a Adriana Esteves vivia a Marina Batista e conquistava o coração do personagem, eu fazia parte daquele enorme grupo que sonhava em estar no lugar dela. Era impossível não se render ao charme do Maurício Mattar naquela novela.

Por isso, foi tão gostoso reencontrá-lo em “Jogada de Risco”. O tempo passou, claro. Vieram novas gerações de galãs, novos protagonistas e novas referências de beleza masculina. Hoje esse posto é ocupado por Cauã Reymond com a mesma naturalidade com que um dia pertenceu a Maurício Mattar.

Mas o mais interessante é perceber que algumas coisas simplesmente não envelhecem. Maurício continua dono de uma presença de cena impressionante. Continua bonito — muito bonito, diga-se de passagem —, mas vai além da aparência. Existe uma segurança, um carisma e uma elegância que só o tempo costuma entregar aos atores que sabem ocupar o espaço diante da câmera.

Seu Paulo Costa ganha credibilidade justamente por isso. Não precisa fazer esforço para impor respeito. Basta entrar em cena.

E ver Maurício Mattar dividindo sequência com Cauã Reymond acaba funcionando quase como uma passagem simbólica de bastão entre dois grandes galãs de épocas diferentes da televisão brasileira. Um representa o auge dos anos 90; o outro, a última década. Os dois carregam esse raro poder de preencher a tela antes mesmo de dizer a primeira fala.

Como telespectadora, confesso: adorei rever aquele crush da adolescência. Como jornalista de TV, gostei ainda mais de perceber que Maurício Mattar continua exatamente onde deveria estar: diante das câmeras.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Carla Bittencourt.

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