Um homem considerado foragido da Operação Overclean foi preso por volta das 18h40 dessa quinta-feira (17/9), quando o ônibus em que ele estava foi abordado na BR-153, na altura de Hidrolândia (GO). A coluna apurou que o investigado é Wesley Mendes de Freitas, de 21 anos.
A prisão ocorreu no âmbito da 10ª fase da Overclean, operação da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas de fraudes em contratos de mais de R$ 80 milhões na área da Educação de Belo Horizonte (MG).
Segundo a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), o homem investigado pela PF foi localizado em um ônibus que seguia para o estado de São Paulo (SP).
Durante a abordagem, os militares confirmaram a existência de um mandado de prisão preventiva por estelionato, expedido em 14 de setembro pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).
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da Coluna Mirelle Pinheiro
A captura, realizada por equipes da 26ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), contou com o apoio do Grupo de Radiopatrulha Aérea (Graer) e das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam).
O foragido foi encaminhado à Superintendência Regional de Polícia Federal, na capital.
Overclean
A 10ª fase da operação, deflagrada nessa quinta-feira (18/9), cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.
Entre os alvos estavam o ex-secretário municipal Bruno Barral, o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e os irmãos Fábio e Alex Parente.
Segundo a PF, a investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa nos procedimentos realizados pela pasta municipal. Além dos três contratos que ultrapassam R$ 80 milhões, outros processos de contratação também são analisados.
Conforme a coluna noticiou, a investigação também alcança ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia e vice-presidente nacional do partido, contra quem a Polícia Federal (PF) chegou a pedir um mandado de busca e apreensão.
Os investigadores buscam esclarecer se houve direcionamento dos procedimentos para beneficiar determinados fornecedores de serviços e materiais didáticos e identificar os envolvidos no suposto esquema.
Os fatos podem configurar crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Letícia Guedes.
