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Palmeiras detona STJD por denúncia a Maurício após lance com Cacá

Cacá, do Vitória, teve 5 pontos no queixo após cotovelada de Maurício
Reprodução / YouTube GE TV

O Palmeiras se manifestou neste sábado (1º/8) contra a denúncia apresentada pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o meio-campista Maurício. Em nota oficial, o clube classificou a decisão como uma “afronta” à instituição e à própria autoridade da arbitragem brasileira.

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O jogador foi denunciado após um lance na última rodada do Campeonato Brasileiro e poderá ser punido com suspensão de uma a seis partidas, caso seja condenado pelo tribunal.

A Sociedade Esportiva Palmeiras recebeu com absoluta perplexidade a denúncia apresentada pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o atleta Maurício.

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do Metrópoles

Trata-se de uma iniciativa que afronta não só a nossa instituição, mas também a autoridade da arbitragem brasileira. O árbitro de campo e a equipe do VAR analisaram a disputa protagonizada entre o meia palmeirense e o zagueiro Cacá, do Vitória, e concluíram que a aplicação do cartão amarelo era suficiente.

Se toda interpretação técnica da arbitragem for substituída, dias depois, pela convicção particular de um procurador, para que servem o árbitro de campo e o VAR?

A denúncia é incompreensível também porque a falta que a motivou sequer gerou opiniões consensuais. Pelo contrário, dividiu especialistas em arbitragem, ex-atletas e jornalistas.

Mais grave, porém, é a ausência de critérios demonstrada pelo Tribunal. Na mesma rodada do Brasileirão, os atletas Pulgar e Raniele cometeram infrações similares à que ocasionou a denúncia contra o jogador do Palmeiras.

Diferentemente do que fez com Maurício, no entanto, o STJD respeitou as decisões da arbitragem envolvendo os jogadores de Flamengo e Corinthians. Chegamos, assim, à inevitável pergunta: por que somente Maurício será julgado?

Não existe justiça quando infrações iguais recebem tratamentos distintos. A atuação da Procuradoria passa a impressão de que determinados episódios merecem atenção extraordinária, enquanto outros podem ser ignorados.

Se o nosso camisa 18 foi denunciado por uma falta passível de cartão amarelo, por que os outros lances passaram incólumes perante o órgão?

Não é a primeira vez que nos vemos obrigados a questionar o STJD. A desproporcional punição imposta ao

Abel Ferreira e as recentes suspensões aplicadas aos atletas Allan e Paulinho — somadas agora à denúncia contra Maurício — reforçam a percepção de que faltam equilíbrio e isonomia nas condutas do Tribunal envolvendo o nosso clube.

O Palmeiras sempre respeitou as instituições, mas exige respeito. Não aceitaremos calados que limites institucionais sejam extrapolados e que medidas descabidas prejudiquem o trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais.

O lance mencionado aconteceu na última quarta-feira (29/7), quando o Palmeiras goleou o Vitória, no Barradão, por 4 x 0, pelo Brasileirão. Maurício, autor de um dos gols do time alviverde, acertou o zagueiro Cacá com o cotovelo.

Na análise do time mandante, o lance era passível de cartão vermelho. Mesmo assim, o árbitro da partida optou por penalizar o paraguaio somente com cartão amarelo. Poucos minutos depois, o jogador abriu o placar da partida.

Relembre:

Vitória queria cartão vermelho neste lance para o meia Maurício.

Árbitro deu amarelo. Pós isso, Maurício fez gol, Cacá foi expulso, Luan Cândido também acabou sendo expulso. pic.twitter.com/8mDjoUixCm

— Diário de Torcedor (@DiarioGols) July 30, 2026

Após o confronto, o presidente do Vitória, Fábio Mota, revelou que o jogador da equipe precisou levar cinco pontos no queixo após a cotovelada sofrida. Mesmo assim, na análise do técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, o árbitro da partida agiu corretamente e apenas aplicou a regra.

Maurício agora aguarda o julgamento no STJD. Caso seja condenado, o meia poderá desfalcar o Palmeiras por até seis partidas do Campeonato Brasileiro, conforme prevê o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Pedro Santana.

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