Ícone do site YacoNews

PCDF derruba comércio ilegal de canetas emagrecedoras e anabolizantes

PCDF derruba comércio ilegal de canetas emagrecedoras e anabolizantes
Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreendeu, nessa terça-feira (15/9), uma grande quantidade de remédios, canetas emagrecedoras e anabolizantes que eram adquiridos no Paraguai e revendidos na Candangolândia (DF). Um investigado também foi preso durante a Operação Bula Negra, destinada a combater o comércio e a distribuição irregular de medicamentos e substâncias de uso controlado, com potencial risco à saúde pública.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão foram localizadas grande quantidade de canetas emagrecedoras contendo Tirzepatida, conhecida pelo nome comercial de Mounjaro, cuja comercialização ocorria de forma irregular.

Também foram apreendidos pela 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante) diversos outros produtos voltados para procedimentos estéticos, dermatológicos e de harmonização corporal e facial, entre eles Dysport, Sculptra, Line Body e Glow GHK-CU, além de diversos tipos de anabolizantes.

Segundo as investigações, os produtos eram adquiridos no Paraguai e posteriormente armazenados em uma residência localizada na Candangolândia, sem as condições adequadas de conservação e armazenamento, circunstância que poderia comprometer a qualidade e a segurança dos produtos e, consequentemente, representar risco à saúde dos consumidores.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

A comercialização era realizada principalmente por meio da internet, com os produtos posteriormente distribuídos mediante serviço de entrega por motoboys.

As investigações apontaram, ainda, que os produtos eram oferecidos aos consumidores sem exigência de receita médica, sendo apresentado aos interessados em um denominado “protocolo alternativo” como substituto da prescrição médica.

De acordo com a PCDF, há indicativo que, em algumas situações, os medicamentos eram aplicados no local de forma irregular.

3 imagens1 de 3

Medicamentos apreendidos durante a Operação Bula Negra

Divulgação/PCDF2 de 3

Segundo as investigações, os produtos eram adquiridos no Paraguai e posteriormente armazenados em uma residência localizada na Candangolândia, sem as condições adequadas de conservação e armazenamento

Divulgação/PCDF3 de 3

A comercialização era realizada principalmente por meio da internet, com os produtos posteriormente distribuídos mediante serviço de entrega por motoboys

Divulgação/PCDF

A utilização de prescrição médica falsa deu origem ao nome da operação Bula Negra, em referência à comercialização clandestina de medicamentos e à tentativa de substituir a orientação e a prescrição médica por protocolos elaborados à margem das exigências sanitárias.

Um dos investigados que foi preso responderá pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto medicinal, descaminho e contrabando.

Além de ser crime, a PCDF alerta que a comercialização ilegal de medicamentos sem acompanhamento médico podem expor consumidores a riscos à saúde.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por João Paulo Nunes.

Sair da versão mobile