Ex-presidente do PSL, legenda que acolheu o então candidato Jair Bolsonaro na sua caminhada à Presidência da República, em 2018, o deputado federal Luciano Bivar (MDB-PE) fez o “L” em Pernambuco.
Confirmado como suplente do senador Humberto Costa (PT), que busca a reeleição, o ex-bolsonarista participou da convenção partidária do PT pernambucano, nessa segunda-feira (20/7), e não se fez de rogado: acompanhou o coro de “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”. Timidamente, a princípio, mas com entusiasmo logo depois.
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Nessa segunda, a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) realizou convenção, no Recife, e definiu os candidatos que representarão a legenda dos partidos em 4 de outubro. No encontro, foram homologadas as chapas proporcionais e a composição da Federação na chapa majoritária.
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do Metrópoles
A atenção se volta a Bivar devido ao seu passado recente na direita bolsonarista. Bivar era ex-presidente do Partido Social Liberal (PSL), legenda que abriu as portas para candidatura de Bolsonaro e foi responsável pela criação do União Brasil, ao articular a fusão do PSL com o Democratas (DEM).
Bivar já disse que possui boa relação política com diferentes nichos ideológicos. Para se distanciar do que chamou de “planos golpistas”, o deputado saiu do União e se filiou ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
Após as articulações políticas, o PT definiu que Bivar será suplente do senador petista. Ou seja: caso Humberto seja reeleito e precise se afastar do mandato, o deputado assume a cadeira de senador.
“Queimado para caramba”
Em 2018, Bivar, então presidente do PSL, abriu as portas do patido para abrigar a candidatura presidencial de Bolsonaro. A parceria foi um sucesso eleitoral, catapultando Bolsonaro à Presidência e transformando o PSL na segunda maior bancada da Câmara dos Deputados.
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O casamento político, no entanto, durou menos de um ano e ruiu em outubro de 2019, devido a uma disputa feroz pelo controle do diretório nacional e das finanças do partido. O estopim público ocorreu quando Bolsonaro desaconselhou um apoiador a se filiar ao PSL, afirmando que Bivar estava “queimado para caramba”.
Isso desencadeou uma guerra de narrativas, auditorias internas e acusações mútuas de infidelidade. A crise culminou com a desfiliação de Bolsonaro e de sua ala ideológica do partido, deixando a relação entre os dois líderes permanentemente rompida e marcada por forte antagonismo político.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Caio Ramos.

