Um perfil anônimo ligado a publicações sobre Alan Rick e Mailza Assis tornou-se alvo de uma ação na Justiça Eleitoral do Acre após denúncia relacionada ao conteúdo publicado durante a campanha pelo Governo do Estado.
O caso tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), no processo nº 0600634-03.2026.6.01.0000. Conforme as informações apresentadas no processo, a apuração teve origem em uma denúncia registrada no aplicativo Pardal, em 21 de agosto, envolvendo o perfil @noticiasrbac.
A página se apresentava como um perfil de notícias, mas, segundo a representação, publicava conteúdos favoráveis ao candidato ao governo Alan Rick (Republicanos) e materiais críticos à governadora e candidata à reeleição Mailza Assis.
Durante o período analisado, a conta teria alterado seu nome para “eusou10manim”, em referência ao número utilizado por Alan na eleição, mantendo o mesmo endereço eletrônico.
Dados da conta foram solicitados
De acordo com a documentação citada na ação, informações fornecidas pela Meta permitiram chegar a dados relacionados à administração do perfil, incluindo telefone e endereço de IP.
Posteriormente, informações da operadora teriam permitido associar a conexão utilizada pela conta a Priscila Cordeiro Lima, que passou a ser apontada na representação do Ministério Público Eleitoral como responsável pelo perfil.
Entre as publicações reunidas no processo estaria a frase “Nosso futuro governador”, em referência a Alan Rick, além de conteúdos críticos a Mailza e ao atual governo estadual.
A identificação de uma conexão ou de dados cadastrais, entretanto, deve ser analisada dentro do processo e não significa, isoladamente, comprovação de vínculo entre a responsável pela conta e a campanha de Alan Rick.
Campanha de Mailza pede inclusão de Alan no processo
A coligação de Mailza pediu ingresso no processo e solicitou que Alan Rick também fosse incluído no polo passivo, argumentando que o candidato teria sido beneficiado pelas publicações e comunicado sobre a existência do conteúdo.
Segundo a documentação apresentada pela coligação, Alan teria sido notificado em 22 de agosto sobre as publicações. A campanha de Mailza sustenta que não houve resposta, pedido público de retirada ou manifestação de repúdio.
Até aqui, entretanto, isso não comprova que Alan Rick tenha criado, financiado, orientado ou administrado o perfil. A eventual responsabilidade do candidato é justamente uma das questões que dependeriam da análise da Justiça Eleitoral.
Defesa de Mailza fala em outros perfis
A equipe jurídica da campanha de Mailza afirma que pretende adotar medidas contra outras contas que, segundo a coligação, estariam se apresentando como páginas informativas enquanto divulgavam conteúdos favoráveis a Alan e negativos contra a governadora.
“Não se trata de manifestação espontânea ou crítica legítima, mas de uma atuação organizada, escondida atrás de perfis sem identificação, para atacar Mailza e favorecer uma candidatura. Todos os casos já identificados serão levados à Justiça Eleitoral”, afirmou a defesa.
A existência de uma eventual atuação coordenada ou de uma rede de desinformação, contudo, precisa ser demonstrada nas investigações e não deve ser tratada como fato antes de uma conclusão da Justiça.
O espaço permanece aberto para manifestação de Priscila Cordeiro Lima, de Alan Rick e de sua campanha sobre as alegações apresentadas no processo.

