Nos bastidores, a avaliação de petistas é de que, caso a PEC seja aprovada entre o primeiro e o segundo turno, Lula terá uma munição importante para usar no momento decisivo da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
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Presidente Lula durante audiência sobre bets no Palácio do Planalto
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Davi Alcolumbre comanda o Senado, onde as PECs da 6×1 e da Segurança seguem sem avançar
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O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República
Samuel Pancher / Metrópoles
Se o texto tivesse sido votado na semana passada, a leitura é de que repercussão da aprovação da PEC tenderia a diminuir até o primeiro turno das eleições e praticamente desapareceria do debate público no segundo turno.
Caso Alcolumbre realmente vote a PEC após o dia 4 de outubro, o tema voltará com força faltando poucos dias para a rodada final da eleição, o que pode favorecer Lula e colocar os bolsonaristas em uma situação difícil.
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da Coluna Igor Gadelha
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Na sexta-feira (4/9), Lula criticou Alcolumbre indiretamente por não ter votado a PEC 6×1 no plenário do Senado. A proposta foi aprovada apenas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
“Passou só na comissão e não foi ao plenário. Não sei qual razão o presidente do Senado teve pra fazer isso. Ele disse aos senadores que, assim que terminar o primeiro turno das eleições. ele vai colocar em votação. Agora, estamos na expectativa de que ele coloque em votação. Foi uma pena, mas, de qualquer forma, foram aprovadas as coisas importantes que a gente queria”, disse o petista em entrevista à Rádio Progresso, de Juazeiro do Norte (CE).
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gustavo Zucchi.

