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Petrobras anuncia reajuste de R$ 0,19 na gasolina: veja o novo preço

Petrobras anuncia reajuste de R$ 0,19 na gasolina vendida às distribuidoras a partir desta quinta-feira (10). Com a mudança, o preço médio de venda do combustível pela estatal passa a ser de R$ 3,24 por litro.

Apesar do aumento anunciado pela Petrobras, o impacto direto para o consumidor nas bombas deve ser neutralizado pelas novas medidas adotadas pelo governo federal, que reduziram em R$ 0,63 por litro os tributos federais incidentes sobre a gasolina.

O que muda no preço da gasolina?

O reajuste anunciado pela Petrobras representa uma alta de R$ 0,19 por litro no preço da gasolina comercializada para as distribuidoras.

O novo valor médio passa a R$ 3,24 por litro a partir de quinta-feira. O preço efetivamente pago pelo consumidor, porém, depende de outros componentes que formam o valor final nas bombas, como impostos estaduais, margens de distribuição e revenda.

Por isso, o aumento anunciado pela estatal não significa necessariamente que o motorista encontrará uma alta de R$ 0,19 no posto.

Governo reduziu impostos para compensar aumento

O anúncio da Petrobras ocorre no mesmo momento em que o governo federal colocou em prática novas medidas para conter a pressão sobre os combustíveis.

As alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina foram reduzidas em R$ 0,63 por litro. Com a mudança, a carga desses tributos passa a representar R$ 0,16 por litro.

A medida foi criada justamente para reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sobre o mercado brasileiro.

Motorista vai pagar mais caro no posto?

Neste primeiro momento, a expectativa é de que o reajuste da Petrobras não provoque uma alta equivalente nas bombas.

Isso acontece porque a redução dos tributos federais compensa o aumento anunciado pela estatal. Na prática, a mudança tributária supera em valor o reajuste de R$ 0,19 aplicado pela Petrobras.

Ainda assim, o preço final pode variar de acordo com cada posto e região do país.

Por que a Petrobras aumentou o preço?

A decisão ocorre em meio à forte valorização do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent voltou a superar a marca de US$ 100, pressionado pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A alta da commodity aumenta os custos de produção, importação e refino e eleva a pressão sobre os preços praticados no mercado brasileiro.

Petróleo acima de US$ 100 aumenta pressão sobre combustíveis

O petróleo Brent fechou nesta quarta-feira (9) cotado acima de US$ 100 por barril, alcançando US$ 101,21 após uma alta de 3,36%.

O movimento representa uma forte mudança no cenário internacional e aumenta a preocupação com os preços dos combustíveis em países que dependem parcialmente de importações.

No Brasil, o efeito é acompanhado de perto porque a Petrobras precisa equilibrar os preços praticados internamente com as condições do mercado internacional.

E o preço do diesel?

O diesel também está no centro das novas medidas do governo.

Uma medida provisória autorizou uma subvenção de até R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel rodoviário.

A Petrobras informou que aguarda a publicação das regras relacionadas ao programa para avaliar os próximos passos em relação ao combustível.

Reajuste começa a valer quando?

O novo preço médio da gasolina comercializada pela Petrobras para as distribuidoras passa a valer a partir de 10 de setembro.

O consumidor, entretanto, não necessariamente verá o mesmo valor no posto. O preço final depende de toda a cadeia de comercialização e dos tributos aplicados.

Enquanto isso, o governo tenta utilizar a redução temporária dos impostos para evitar que a alta internacional do petróleo provoque uma nova pressão sobre a inflação.

O que o motorista precisa acompanhar agora?

O principal ponto de atenção será o comportamento dos preços nas bombas nos próximos dias.

Embora o reajuste da Petrobras seja de R$ 0,19 por litro, a redução dos tributos federais foi maior e pode impedir uma alta imediata para o consumidor.

A evolução das cotações internacionais do petróleo também será decisiva para os próximos movimentos nos preços dos combustíveis.

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