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PF: consultoria do Iprev de Maceió atuou para favorecer Banco Master

PF: consultoria do Iprev de Maceió atuou para favorecer Banco Master
Allan Cesar/Secom Iprev Maceió

A Polícia Federal (PF) sustenta que a consultoria contratada pelo Iprev de Maceió para auxiliar na aplicação de recursos no Banco Master tenha atuado de forma articulada para favorecer a instituição controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

Investigadores cumpriram, na manhã desta segunda-feira (10/8), oito mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme mostrou a coluna do Metrópoles Grande Angular.

A investigação foca no investimento de R$ 97 milhões no Master. Os recursos, destinados ao pagamento de aposentados e pensionistas de Maceió, foram aplicados em Letras Financeiras do banco.

Segundo a PF, a Crédito e Mercado foi contratada pela previdência de Maceió para prestar suporte na aplicação dos recursos.

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da Coluna Manoela Alcântara

Os investigadores suspeitam que a empresa tenha atuado de forma articulada para favorecer o Master, influenciando diretamente a elaboração das análises e a escolha de ativos considerados de alto risco.

A investigação aponta que a consultoria teve papel fundamental na elaboração dos documentos que embasaram os investimentos. A PF reuniu elementos que indicam que o procedimento para aceitar o Master teria sido “genérico” e baseado em materiais fornecidos pela própria instituição de Vorcaro, em vez de estudos independentes.

A consultoria também teria elaborado planilhas comparando o Master com instituições que apresentavam perfis de risco diferentes. Segundo os investigadores, o procedimento teria criado uma “aparência documental de competitividade”, fazendo o banco parecer a melhor opção sem que houvesse uma comparação efetiva entre ativos equivalentes.

Um dos principais articuladores para o avanço dos investimentos, segundo a PF, seria Renan Foglia Calamia, que atuava como interlocutor técnico e é suspeito de omitir alertas de segurança para favorecer os aportes de R$ 97 milhões. Ele foi alvo da operação.

A Crédito e Mercado tem entre seus sócios o advogado Cecílio Galvão, que também é investigado por ter recebido R$ 4 milhões de entidades envolvidas na Farra do INSS, escândalo de descontos indevidos de aposentados revelado pelo Metrópoles. Galvão não foi alvo da operação desta segunda-feira.

Em nota, o Iprev de Maceió afirmou que está colaborando com as investigações e reforçou que todos os atos relacionados aos aportes no Master observaram os ritos legais e administrativos.

“O Instituto reforça que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis e destaca que seu patrimônio cresceu de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, o que assegura o pagamento de aposentados e pensionistas”, afirmou o órgão (leia a nota na íntegra abaixo).

Os alvos da operação

Aportes

Os aportes foram realizados entre 2023 e 2024, durante a gestão do então prefeito JHC, hoje candidato ao governo de Alagoas pelo PSDB.

Segundo a PF, a  investigação apura duas aplicações e busca “esclarecer as circunstâncias do processo de credenciamento, cotação, análise de risco, governança e tomada de decisão que antecederam os investimentos”.

A operação também busca entender se houve “possível prática de gestão fraudulenta, sem prejuízo da apuração de outros delitos conexos”.

Nota

O Maceió Previdência informa que vem colaborando, desde o início, com as investigações, prestando todos os esclarecimentos e fornecendo as informações solicitadas pelas autoridades competentes.

O Instituto reforça que os atos relacionados aos investimentos observaram os ritos legais e administrativos aplicáveis e destaca que seu patrimônio cresceu de aproximadamente R$ 400 milhões, em 2021, para mais de R$ 1,6 bilhão atualmente, o que assegura o pagamento de aposentados e pensionistas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Pablo Giovanni.

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